EUA anunciam vaga para professor de português voltada a militares e governo brasileiro às vésperas da eleição
A empresa americana Ascensus Global, Inc., de propriedade de veteranos com deficiência, publicou no seu site oficial um anúncio de vaga específica para professor de português falado no Brasil, destinada ao ensino de militares e profissionais do governo dos Estados Unidos.
De acordo com a descrição da vaga, a Ascensus Global atua no treinamento de línguas e cultura para uma ampla base de clientes, incluindo forças militares, agências de inteligência e organizações civis. No portal da empresa constam as palavras: "Nossa Divisão de Soluções Governamentais (GSD) fornece suporte operacional focado em linguística, análise e treinamento, tanto remotamente quanto em ambientes confidenciais, para atender às necessidades críticas de missões nos EUA e no exterior".
O candidato ideal deve possuir experiência no ensino de idiomas para militares e/ou profissionais do governo, sendo responsável tanto pelo ensino do idioma quanto por atividades integradas de interpretação e tradução. Entre as responsabilidades estão a realização de pesquisas, a preparação de materiais didáticos, a integração de habilidades, aulas sobre "tópicos designados" e o facilitação do enriquecimento da língua. Como qualificação preferencial, a empresa destaca a "familiaridade com ambientes militares dos EUA".
O programa será realizado ao longo de três semanas entre os meses de outubro e novembro deste ano, embora as datas exatas ainda não tenham sido confirmadas. Uma semana do processo será conduzida de forma virtual, enquanto as duas semanas restantes acontecerão presencialmente em Montgomery, Alabama, na Base Aérea de Maxwell, um dos centros mais importantes das Forças Armadas dos EUA, sede da Universidade da Força Aérea e do centro de Educação Militar Profissional Conjunta.
A divulgação da vaga ocorre pouco depois de um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ter sido enviado à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Ministério da Justiça, no fim de agosto. O documento, revelado pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, e confirmado pelo Globo, aponta que a possibilidade de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras atingiu nível de criticidade, indicando uma intensificação seletiva e reconfiguração da pressão americana sobre o país. Segundo a Abin, o presidente Donald Trump teria como objetivo reduzir a influência de potências rivais na América Latina, negando-lhes acesso a ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas regionais, conforme avaliação do analista político Melillo.
Com informacoes de CBN.

