TSE nega pedido de retirada de vídeo de Flávio Bolsonaro que vincula Lula a criminosos
Na terça‑feira, 22 de setembro, o ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou o pedido de retirada urgente de um vídeo divulgado pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) nas redes Instagram e Facebook.
O pedido foi apresentado pela coligação Brasil Pronto pra Mais contra o Diretório Nacional do PL e contra o próprio Flávio Bolsonaro, sob a alegação de violação ao direito de resposta. A ação refere‑se a publicações realizadas em 2 de setembro.
No material, Flávio Bolsonaro afirma que "os bandidos comemoraram a vitória do seu candidato" e acrescenta que, com o resultado da eleição, "eles realmente venceram". O vídeo inclui ainda a frase completa: "Quatro anos atrás, os bandidos comemoraram a vitória do seu candidato. E hoje a gente sabe: eles realmente venceram. E o Brasil, todos nós, só perdemos. A violência está em todo lugar".
Segundo Nunes Marques, os elementos apresentados pela coligação Brasil Pronto pra Mais não foram suficientes, nesta análise preliminar, para comprovar que o vídeo seria falso ou apresentado fora de contexto. Por isso, a decisão foi concedida em caráter liminar, sem efeito definitivo, e o caso será submetido ao Plenário do TSE para julgamento futuro.
O ministro estabeleceu um prazo de 24 horas para que o conteúdo seja removido das plataformas, sob pena de novas providências judiciais. O processo está registrado sob o número 0601850-26.2026.6.00.0000.
Esta não é a primeira vez que Flávio Bolsonaro figura como protagonista de disputas eleitorais recentes; a pesquisa Quaest, divulgada em 22 de setembro, mostrava Flávio Bolsonaro com 42% de intenção de voto contra 41% de Lula para o segundo turno, após anúncio de aumento do Bolsa Família.
Com informacoes de Congresso em Foco.

