Placa tectônica na Cascadia apresenta rachaduras e indica separação que pode durar milhões de anos

Por Theodoro Augusto Martins em Rio Verde, GO 27/09/2026 20:00
Placa tectônica na Cascadia apresenta rachaduras e indica separação que pode durar milhões de anos

Foto: via Olhar Digital

Uma placa tectônica localizada no fundo do Oceano Pacífico, na região conhecida como Cascadia, apresenta sinais de rompimento segundo dados sísmicos coletados em 2021.

As fraturas atravessam a estrutura da placa, enquanto um trecho de 75 kilômetros registra terremotos e outras áreas permanecem silenciosas; o processo de separação pode levar milhões de anos e, com o tempo, alterar o que ocorre sob a placa, permitindo a subida de material quente que pode influenciar a atividade vulcânica, conforme explica o estudo.

A análise foi realizada com dados do CASIE21 (Experimento de Imagem Sísmica de Cascadia). Para observar o que existe no fundo do Pacífico, os pesquisadores enviaram ondas sonoras para o oceano e analisaram os ecos captados por equipamentos instalados em um cabo de aproximadamente 15 kilômetros.

As imagens mostraram várias rachaduras que atravessam a placa; uma delas está ligada a um deslocamento de cerca de 5 kilômetros. Os dados também indicam que esse tipo de ocorrência pode ter acontecido mais de uma vez.

Os terremotos não aparecem de maneira uniforme na estrutura. Uma faixa de 75 kilômetros registra tremores, enquanto outras áreas permanecem silenciosas, e essa diferença ajuda a mostrar que partes da placa podem estar se separando em momentos diferentes.

Algumas rachaduras permitem que partes da placa se movimentem; a atividade sísmica varia de uma área para outra; uma das falhas apresenta deslocamento de cerca de 5 km; a separação acontece de forma gradual.

Quando a placa se separa, as rachaduras funcionam como pontos de movimento e permitem que diferentes blocos da estrutura se desloquem. Enquanto os blocos continuam ligados e acumulam pressão, podem ocorrer terremotos; conforme a separação avança, a forma como esses tremores acontecem também pode mudar, e os pesquisadores buscam entender esse comportamento.

A fragmentação pode levar milhões de anos. Durante esse período, a estrutura que mantém uma placa abaixo da outra vai sendo reduzida. Quando partes da placa se separam, pode surgir uma abertura entre elas, que os pesquisadores chamam de “janela de placa”.

Essa abertura pode permitir que material quente das profundezas suba, o que, segundo o estudo, pode influenciar a atividade vulcânica. Os pesquisadores também encontraram semelhanças entre esse possível processo e padrões observados em antigas rochas vulcânicas.

A descoberta não significa que a região de Cascadia deixará de registrar terremotos; como a fragmentação ocorre ao longo de milhões de anos, os cientistas ainda investigam como essas mudanças podem afetar a estrutura e a atividade sísmica no futuro.

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Com informacoes de Olhar Digital.

Theodoro Augusto Martins

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