Lula ativa todos os botões da máquina estatal em eleição de margem mínima e crise no STF

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 20/09/2026 08:40
Lula ativa todos os botões da máquina estatal em eleição de margem mínima e crise no STF

Foto: via O GLOBO

Lula pode e vai acionar todos os mecanismos sob seu controle, numa disputa eleitoral em que a diferença entre o vencedor e o derrotado pode ser tão pequena quanto um fio de cabelo, segundo análise de pesquisadores.

A medida que está sendo debatida acrescentará R$ 22,7 bilhões às despesas previstas para 2027, valores que deverão ser inseridos no orçamento de forma forçada, independentemente de quem vença a eleição.

Os dados apontam que 53% dos beneficiários do Bolsa Família já votam no presidente. O segmento que ainda pode desequilibrar a balança são os eleitores independentes, que se concentram na faixa salarial entre 2 e 5 salários mínimos – faixa que está fora do alcance do benefício.

Um teste interativo convida o leitor a indicar com qual candidato a senador do Rio de Janeiro e de São Paulo ele mais se identifica, ressaltando a importância das escolhas regionais no panorama nacional.

Na reta final da campanha, o comportamento dos eleitores indecisos tende a ser guiado mais pelo medo da vitória do adversário do que pelo entusiasmo por um candidato. Eleitores que não gostam de Lula, mas rejeitam ainda mais seu oponente, podem optar por um voto resignado; quem cogitava votar em branco ou anular pode escolher o que considera o menor dos males; e apoiadores de Ronaldo Caiado podem migrar para Flávio Dino para impedir a vitória de Lula.

Gilmar Mendes e André Mendonça, após trocarem ofensas presenciais, decidiram prolongar a disputa nas redes sociais e por meio de nota pública divulgada na quinta‑feira.

Em resposta, o ministro Edson Fachin suspendeu a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal – a terceira cancelada desde o agravamento da crise na Corte – alegando que os ministros não conseguem debater, permanecer no mesmo ambiente ou trabalhar em conjunto.

Se a contenda jurídica ao reajuste do Bolsa Família chegar ao Supremo, como ocorreu com a contestação à emenda que permitiu a Bolsonaro ampliar o Auxílio Brasil, a decisão – seja para derrubar ou manter o aumento – será interpretada pela maioria da população como reflexo de uma Corte dividida entre grupos alinhados a Lula ou a Flávio, ou ainda como fruto de um acordo espúrio entre partes da instituição.

Essa percepção evidencia a crise de legitimidade que afeta o STF, intensificada pelas revelações sobre o ministro Kassio Nunes Marques, pelas suspeitas antigas envolvendo Dias Toffoli e, sobretudo, pelas graves dúvidas que pairam sobre Alexandre de Moraes, além da resistência dos colegas a investigar tais questões.

O texto foi elaborado como parte de um quiz desenvolvido pelo projeto Irineu, iniciativa do Globo que oferece aplicações de inteligência artificial aos leitores; toda a produção de conteúdo com uso do Irineu é supervisionada para garantir a qualidade editorial.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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