Deltan Dallagnol tem campanha ao Senado suspensa após pedido de coligação do PT

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 20/09/2026 04:00
Deltan Dallagnol tem campanha ao Senado suspensa após pedido de coligação do PT

Foto: via CNN Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão da campanha do candidato do Novo ao Senado, Deltan Dallagnol, em razão de pedido de coligação apresentado por advogados vinculados ao Partido dos Trabalhadores (PT).

O pedido foi formalizado pelos advogados Eduardo Peccinin, Ângelo Ferraro, Miguel Novaes, Dylliardi Alessi, Juliana Bertholdi e Priscilla Bartolomeu, que solicitaram a restrição de todas as atividades de campanha do candidato.

Na decisão, expedida em caráter de urgência, o ministro responsável proibiu Deltan de receber ou utilizar quaisquer recursos públicos que já tenham sido repassados, incluindo o Fundo Partidário e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Também ficou vedada a veiculação de propaganda eleitoral do candidato nos meios de rádio e televisão, bem como a prática de quaisquer outros atos de campanha.

No dia 9 do mês corrente, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE‑PR) acolheu recurso da defesa de Dallagnol e, por 4 votos a 3, autorizou o registro de sua candidatura ao Senado, decisão que foi imediatamente contestada pelo ministro Floriano.

O ministro Floriano qualificou a decisão do TRE‑PR como “tomada em afronta” ao TSE, afirmando que carecia de respaldo jurídico mínimo e que geraria “efeitos disturbadores do processo eleitoral”. Em seu voto, destacou que “o eleitor é livre para combinar suas escolhas, de modo que um candidato inelegível pode mudar, com os votos a ele dedicados, de forma irreversível o resultado da eleição, pois seus eleitores terão sido impedidos de fazer outra combinação de voto a seu critério”.

Segundo levantamento da Paraná Pesquisas, Dallagnol, Curi, Filipe e Gleisi lideram as intenções de voto para o Senado no estado do Paraná.

Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná, afirmou que pretende “retomar no Paraná a agenda anticorrupção”, em entrevista concedida ao ex‑ministro Sergio Moro.

O ex‑deputado federal perdeu o mandato em 2023 após decisão do TSE que considerou fraude à Lei da Ficha Limpa. O relator do caso, ministro Benedito Gonçalves, entendeu que Dallagnol solicitou exoneração do Ministério Público Federal (MPF) 11 meses antes das eleições, enquanto enfrentava processos internos que investigavam sua atuação na Operação Lava Jato. Tais processos poderiam culminar em demissão e, consequentemente, em inelegibilidade.

Em 2022, Dallagnol registrou candidatura ao Senado e teve seu registro aprovado pelo TRE. Embora o TSE ainda não tivesse proferido decisão definitiva, ele participou da eleição, foi eleito e assumiu o cargo. Posteriormente, o Tribunal Superior anulou o registro de candidatura, decisão que foi confirmada pela Câmara dos Deputados alguns meses depois.

Outros assuntos em destaque no portal incluem: caso Ana Maria Braga, com oftalmologistas alertando sobre os riscos do uso contínuo de ar‑condicionado para a visão; chimpanzé Serafim, sacrificado aos 38 anos em zoológico de Belo Horizonte devido a dores provocadas por diabetes; a primeira nomeação formal de uma nova espécie viva de gato em mais de um século; a repulsa da Frente Parlamentar da Câmara à fala do presidente Lula sobre a Igreja Católica; advogado que encaminhou foto de Gonet fumando charuto com Vorcaro; lista dos candidatos ao Senado pelo Pará em 2026; lista dos candidatos ao Senado pelo Amazonas em 2026; Mendonça atendendo solicitação de Fachin e retirando sigilo do caso Master; e a programação da CNN Brasil, incluindo “Pense bem, pense CNN”, “CNN AO VIVO”, “CNN Nas Redes”, e o segmento de saúde com Roberto Kalil – Sinais Vitais.

Com informacoes de CNN Brasil.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

Cobre o que o Brasil está buscando agora: famosos, esporte, tech, games e virais.