Flávio Bolsonaro promete usar maioria no Congresso para mudar a Constituição e "redemocratizar" o país

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 06/10/2026 18:20
Flávio Bolsonaro promete usar maioria no Congresso para mudar a Constituição e "redemocratizar" o país

Foto: via G1

Flávio Bolsonaro (PL) esteve em Goiânia na terça‑feira, dia 6, para oficializar o apoio de Ronaldo Caiado (PSD) e do governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), nas eleições presidenciais de 2026.

Durante o evento, o candidato declarou que pretende “usar a maioria dos parlamentares na Câmara e no Senado para fazer o presidente da Câmara e então mudar a Constituição e redemocratizar esse país”, sem especificar quais artigos pretende alterar.

Na mesma ocasião, Caiado reiterou que a decisão sobre o apoio ao segundo turno seria debatida com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, conforme havia anunciado no domingo, dia 4.

Flávio Bolsonaro obteve 47,03 % dos votos válidos no primeiro turno, totalizando 56,1 milhões de eleitores, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 45,16 % (53,8 milhões). Ronaldo Caiado ficou em quinto lugar, com 2,18 % (2,6 milhões) dos votos.

A diferença entre Flávio e Lula foi de apenas 2,3 milhões de votos, número inferior ao total de votos conquistados por Caiado.

Caiado, que manteve a pré‑candidatura à Presidência mesmo após a entrada de Flávio Bolsonaro na disputa, afirmou em coletiva que “não venci, mas caí de pé”.

A Constituição Federal possui cláusulas pétreas que não podem ser modificadas, como a forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais. Alterações são possíveis por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PEC), que podem ser apresentadas pelo Presidente da República, por um terço dos deputados ou senadores, ou por mais da metade das Assembleias Legislativas estaduais.

Para aprovar uma PEC, o texto deve ser discutido e votado em dois turnos em cada casa do Congresso (Câmara dos Deputados e Senado Federal) e requer o voto favorável de, no mínimo, três quintos dos parlamentares – 308 deputados e 49 senadores – em ambas as casas.

As emendas não podem abolir direitos fundamentais ou regras centrais, e nenhuma PEC pode ser votada durante situação de intervenção federal, estado de defesa ou estado de sítio. Uma nova Constituição, por outro lado, só poderia ser promulgada por meio de uma Assembleia Nacional Constituinte.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

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