Moraes recebe Andrei Rodrigues, Leandro Almada e agente Denis de Carli em reunião não agenda no STF
Na terça‑feira, 6 de outubro de 2026, o vice‑presidente do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, recebeu na sede da Corte o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa, e o agente Denis de Carli; o encontro não constou na agenda oficial do magistrado.
Os quatro participantes encontram‑se sob investigação por supostos vínculos com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, atualmente detido sob acusação de corrupção. Um relatório da Polícia Federal apontou que Vorcaro enviou 52 mensagens ao ministro antes de sua prisão, sendo que Moraes respondeu com textos e imagens de visualização única.
O mesmo relatório mapeou as comunicações de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com Vorcaro. Andrei Rodrigues e Leandro Almada foram identificados como suspeitos de espionagem contra magistrados do STF e tiveram seus cargos suspensos por um dia.
A pauta da reunião de 6 de outubro não foi divulgada; a única presença oficial foi a de dois agentes da Polícia Federal, ambos já apontados como suspeitos de crimes em conjunto com um ministro também sob suspeita de atuação ilegal.
O STF deveria analisar, em 15 de setembro de 2026, a abertura de investigação contra Moraes, mas a decisão foi postergada por até 90 dias, mantendo o ministro protegido nesse intervalo.
Em 8 de setembro de 2026, o ministro André Mendonça determinou a suspensão preventiva de Rodrigues e Almada, sob a acusação de investigarem ministros do STF sem autorização, com indícios de monitoramento ilegal e espionagem.
No dia seguinte, 9 de setembro de 2026, o ministro Flávio Dino reverteu a suspensão e reintegrou os dois policiais após receber reclamação direta dos mesmos. Eles alegaram estar conduzindo investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que envolve Jair Bolsonaro, e que a remoção prejudicaria a operação; Dino havia aberto, por iniciativa própria, investigação sobre o referido filme e aceitou o pedido, anulando a decisão de Mendonça.
A atitude de Dino foi considerada heterodoxa, pois um magistrado recebeu reclamação sobre a decisão de outro e anulou seus efeitos. O presidente do STF, Edson Fachin, optou por não repreender nem anular a medida de Dino, emitindo medida protelatória que concedeu a Rodrigues 48 horas para responder às imputações.
Andrei Rodrigues cumpriu o prazo estabelecido por Fachin, negando as irregularidades apontadas por Mendonça. Moraes recebeu a resposta em 11 de setembro e permaneceu inerte por vários dias.
Somente em 24 de setembro Fachin despachou um ofício solicitando parecer da Procuradoria‑Geral da República (PGR). Até o momento a PGR não se manifestou.
Em 2 de outubro de 2026, a dois dias do primeiro turno das eleições, Fachin enviou ofício à Polícia Federal defendendo a apuração “sem exceção de pessoa” de eventual envolvimento de ministros da Corte no caso Banco Master e marcou audiência com Rodrigues para 13 de outubro.
Não foram divulgadas novas informações sobre as suspeitas que recaem sobre o diretor‑geral da Polícia Federal, que segue atuando normalmente, embora André Mendonça tenha apontado indícios fortes de crime. O caso permanece paralisado e Rodrigues e Almada continuam em seus cargos.
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Com informacoes de Poder360.

