Ex-gerente e ex-funcionários de rede de supermercados no Maranhão são alvos da Operação Nota Fria por suposto desvio de mais de R$ 2 milhões

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 09/10/2026 00:20
Ex-gerente e ex-funcionários de rede de supermercados no Maranhão são alvos da Operação Nota Fria por suposto desvio de mais de R$ 2 milhões

Foto: via G1

Um ex‑gerente executivo e antigos colaboradores de uma rede de supermercados maranhense foram alvos de uma operação policial nesta quinta‑feira (8), sob a acusação de desviar recursos que ultrapassam a marca de R$ 2 milhões.

A ação, denominada Operação Nota Fria, cumpriu dez mandados de busca e apreensão distribuídos entre cidades do Maranhão e do Piauí, visando investigar um esquema de fraudes envolvendo notas fiscais falsas.

Segundo a Polícia Civil do Maranhão, os investigados criaram empresas de fachada para simular a prestação de serviços inexistentes. Por meio dessas empresas, foram emitidas notas fiscais fraudulentas que serviram de justificativa para pagamentos indevidos, permitindo o desvio dos valores ao grupo empresarial.

O inquérito, que tem origem há cerca de um ano, revelou que os funcionários utilizavam operações aparentemente regulares para movimentar os recursos desviados, embora os pagamentos não correspondessem à efetiva prestação dos serviços descritos nas notas.

Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão domiciliares: seis em Teresina (Piauí), dois em São Luís (Maranhão), um em São José de Ribamar (Maranhão) e um em Bacabal (Maranhão). Todos os investigados foram demitidos após a descoberta do esquema.

Na residência do ex‑gerente executivo, localizada no bairro Santa Isabel, zona Leste de Teresina, a polícia apreendeu dois veículos, dois celulares, computadores e uma pistola com registro.

A Justiça determinou o bloqueio de bens dos suspeitos, incluindo restrição sobre veículos, imóveis e outros ativos, com o objetivo de preservar o patrimônio relacionado às fraudes e viabilizar a recuperação dos valores supostamente desviados.

A investigação está sendo conduzida pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), e pelo Centro de Recuperação de Ativos (CRA). A operação contou ainda com o apoio dos departamentos da SEIC: DCRIF (Combate ao Roubo a Instituições Financeiras), DOTE (Operações Táticas Especiais), DCCT (Crimes Tecnológicos), DCRC (Roubo de Carga), DEIC (Investigações Criminais) e DDSD (Defesa de Serviços Delegados), além da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e da Polícia Civil do Piauí.

As autoridades continuam as investigações para esclarecer a participação de cada suspeito, determinar a extensão total das fraudes e buscar o ressarcimento integral da empresa lesada.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

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