Ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro apresenta cálculo que indicaria vitória do senador nas eleições

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 18/09/2026 22:40
Ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro apresenta cálculo que indicaria vitória do senador nas eleições

Foto: via VEJA

O publicitário Eduardo Fischer, que atuou como marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro, participou do programa VEJA em Foco e apresentou um cálculo que, segundo ele, poderia levar o senador a vencer a disputa presidencial.

O ponto de partida da análise foi a pesquisa divulgada pelo Datafolha na quinta‑feira, dia 18, que mostrou Lula à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e uma diferença menor projetada para o segundo turno.

Fischer destacou que o principal fator para uma eventual reversão no segundo turno seria a migração dos eleitores atualmente destinados a candidatos de direita e centro‑direita. No cenário discutido, esses candidatos somariam cerca de 15% das intenções de voto.

O publicitário estimou que 70% desse eleitorado poderia migrar para Flávio Bolsonaro. “Então, se você pegar 70% de 15, você mais ou menos, digamos que você tenha 10%. Cinco vai para o Lula, dez vai para o Flávio. Pronto, já deu”, explicou Fischer, ressaltando que se tratava de uma projeção e brincando: “Eu estou aqui em futurologia”.

Segundo Fischer, eleitores de candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ao perceberem que seus candidatos não têm condições de chegar ao segundo turno, poderiam optar por Flávio para impedir a vitória de Lula. “Quando ele chegar na fila e perceber que o candidato dele realmente não tem chance de ganhar e ele tem um receio de que a esquerda, se ele é de centro‑direita e direita, possa ganhar, ele vai desistir e vai votar no Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Fischer também apontou que, nesse cenário, a parcela de votos destinada aos demais candidatos tenderia a diminuir, enquanto a participação de Flávio aumentaria no primeiro turno. Ele esclareceu que isso não significaria necessariamente uma vitória no primeiro turno, mas abriria a possibilidade de o senador terminar à frente de Lula.

Para o publicitário, a diferença entre os dois candidatos no primeiro turno seria crucial: “A única chance que o Lula tem é aumentar a distância dele no primeiro turno, porque no segundo, como na primeira eleição brasileira, não existe outro candidato da esquerda, só existe um”.

Fischer relacionou sua análise ao curto prazo restante para a votação, destacando que Flávio tem menos de três semanas para tentar provar algo que Lula não conseguiu provar em quatro anos, referindo‑se à tentativa de afastar politicamente a crise envolvendo o STF.

Ao comentar a imprevisibilidade da reta final, o publicitário advertiu: “Nesse momento, como nós estamos vivendo, cada dia dessas duas semanas e meia podem significar vários meses”.

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Com informacoes de VEJA.

Tainá Ribeiro Alves

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