Defesa de Jair Bolsonaro requer autorização de Alexandre de Moraes para visita de Flávio Bolsonaro após primeiro turno
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que investiga a suposta trama golpista no Supremo Tribunal Federal, um requerimento pedindo a restituição do regime normal de visitas ao ex‑presidente, bem como, de forma subsidiária, a autorização para uma única visita familiar do filho Flávio Nantes Bolsonaro ao peticionário.
O pedido, enviado na segunda‑feira, dia 5 de outubro, foi encaminhado à Procuradoria‑Geral da República para manifestação antes de Moraes decidir sobre a solicitação.
Em 13 de julho, Moraes havia suspenso por 90 dias a permissão para que Flávio Bolsonaro realizasse visitas a Jair Bolsonaro, prazo que se encerraria em 11 de outubro. A medida foi fundamentada no entendimento de que o senador desrespeitou a proibição de uso de redes sociais imposta ao ex‑presidente, após a leitura de uma carta do pai em transmissão digital.
Posteriormente, em 17 de julho, o ministro manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mas estabeleceu a restrição de que o ex‑mandatário não poderia receber visitas com finalidade político‑eleitoral até o final das eleições de 2026.
Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, cumprindo a pena em regime domiciliar por questões de saúde. No requerimento, a defesa argumenta que a restrição já não se justifica, citando: "Consideradas as circunstâncias atuais e o lapso temporal já transcorrido, entende‑se que não mais se mostra necessária a manutenção de regime excepcionalmente restritivo de visitas, sendo possível o restabelecimento, desde logo, de sua realização nos moldes ordinariamente estabelecidos por essa Relatoria".
A equipe jurídica acrescenta que o objetivo é garantir ao ex‑presidente o contato regular com familiares e outras pessoas cuja visita seja admitida, preservando a convivência pessoal e familiar sem comprometer a segurança e a fiscalização já existentes.
Os números do primeiro turno mostram que Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 45,16%, resultando em diferença de 1,87 ponto percentual, equivalente a cerca de 2,2 milhões de votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Como nenhum candidato atingiu a maioria absoluta, a disputa seguirá para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Esta não é a primeira vez que Flávio Bolsonaro busca apoio político em Goiás; anteriormente, o candidato viajou a Goiânia para tentar uma aliança com o ex‑governador Ronaldo Caiado, conforme reportado em 5 de outubro, e também manifestou interesse em debater com o presidente Lula, conforme divulgado em 6 de outubro.
Com informacoes de G1 Política.

