Cronologia completa do canal "Exército do Lula" na Justiça Eleitoral

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 13/10/2026 15:40
Cronologia completa do canal "Exército do Lula" na Justiça Eleitoral

Foto: via G1

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou nesta terça‑feira (13) o registro do canal de WhatsApp "Exército do Lula" no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendendo à exigência do ministro Nunes Marques para que o canal permanecesse em funcionamento.

O canal, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede‑MG), conta com 4,3 milhões de seguidores e tem sido objeto de intensos embates jurídicos desde o início de outubro.

7 de outubro – A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no TSE solicitando a suspensão do canal, alegando irregularidades nas mensagens transmitidas.

10 de outubro, às 15h42 – O corregedor‑geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, decidiu não suspender o canal naquele momento e requisitou provas à campanha de Flávio, além de uma manifestação da equipe de Lula.

10 de outubro – Apenas 41 minutos após a decisão de Villas Bôas, a campanha de Flávio apresentou uma nova ação dirigida à presidência do TSE, argumentando que a Meta, responsável pelo WhatsApp, não estaria cumprindo o plano de conformidade firmado com a Justiça Eleitoral para coibir irregularidades nas eleições; o caso foi encaminhado ao ministro Nunes Marques.

11 de outubro – Na manhã de domingo, Nunes Marques acolheu o pedido de Flávio Bolsonaro e ordenou a suspensão do canal, justificando que ele utilizava “estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos”.

11 de outubro – Ainda no mesmo dia, o corregedor‑geral Ricardo Villas Bôas Cueva revogou a ordem de suspensão de Nunes Marques e reativou o canal, argumentando que a liberdade de expressão precisava ser preservada e que restrições mais amplas não eram justificadas pelos elementos disponíveis; ele também enviou a divergência ao plenário do TSE, embora o caso não tenha sido pautado por Nunes Marques.

12 de outubro – Nunes Marques, contrariando a decisão de Villas Bôas, não encaminhou o caso ao plenário e convocou representantes das duas campanhas para uma reunião; em seguida, determinou que a área técnica do TSE analisasse o conteúdo publicado no canal.

12 de outubro – A análise técnica do TSE não identificou informações falsas nas publicações examinadas; a campanha de Flávio Bolsonaro contestou o resultado, alegando que o canal utilizava recurso de exclusão automática de mensagens, o que poderia ter eliminado conteúdos irregulares antes da fiscalização.

13 de outubro – Nunes Marques exigiu que o canal fosse registrado formalmente na Justiça Eleitoral para autorizar seu funcionamento; a campanha de Lula atendeu ao pedido, concluindo o registro do "Exército do Lula" no TSE.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

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