Bancada pró-impeachment no Senado chega a 49 membros após eleição de novos senadores
Um levantamento da equipe da coluna, baseado em declarações públicas, identificou que os 32 senadores eleitos neste domingo somam-se aos 17 já empossados que manifestaram apoio ao impeachment de ministros da Suprema Corte, elevando a chamada "bancada do impeachment" a 49 integrantes.
O número ultrapassa as projeções internas do STF, que em monitoramentos anteriores previa um total próximo a 40 das 81 cadeiras, conforme pesquisas realizadas em julho. A nova composição, porém, está alinhada com as últimas sondagens de opinião que apontavam um crescimento da bancada.
Em dezembro do ano passado, o ministro Gilmar Mendes alterou o quórum necessário para a remoção de um ministro da Corte, passando de 41 para 54 votos, mudança que impactou diretamente a dinâmica política em torno do tema.
A bancada é formada predominantemente por senadores dos partidos PL, PP, União Brasil, Novo e Republicanos, partidos que concentram os críticos mais veementes à atuação dos magistrados. Entre os recém-eleitos, destacam‑se ainda membros de outras siglas que endossam a postura contra a Corte, como o senador reeleito Alessandro Vieira (SE) do MDB e Styvenson Valentim (RN) do Podemos.
O levantamento excluiu do cálculo o senador Arthur Lira (PP), ex‑presidente da Câmara dos Deputados, eleito por Alagoas, que tem adotado postura neutra em relação ao impeachment. A Federação União‑Progressista (FUP) elegeu sete novos senadores, o Partido Novo conquistou três cadeiras e os Republicanos duas, totalizando 11, 3 e 6 senadores respectivamente para essas siglas.
Para efeito comparativo, o PT elegeu seis senadores e terá uma bancada de nove parlamentares a partir do próximo ano. Somadas às siglas de centro‑esquerda PSB e PDT, a esquerda contará com 14 representantes no Senado.
O levantamento também considerou os suplentes dos governadores eleitos que defendem o impeachment: Alex Diniz (PL‑MG), suplente de Cleitinho (Republicanos) em Minas Gerais, e Luis Felipe Cunha (União Brasil‑PR), suplente de Sergio Moro (PL) no Paraná. Além disso, Alan Rick (Republicanos), eleito no Acre, e a professora Dorinha (União Brasil), no Tocantins, disputarão o segundo turno das eleições estaduais.
O foco da pressão da direita recai sobretudo sobre o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na condenação do ex‑presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, consolidando o alvo principal da campanha de impeachment contra magistrados envolvidos no caso do Banco Master.
Com informacoes de O GLOBO.

