Adriano chora ao garantir vaga olímpica do Brasil e denuncia ódio homofóbico

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 21/09/2026 06:40
Adriano chora ao garantir vaga olímpica do Brasil e denuncia ódio homofóbico

Foto: via ge

Na noite de domingo, 20, o Maracanãzinho foi palco da final do Pré‑Olímpico de vôlei masculino, onde o Brasil superou a Argentina por 3 a 0 e assegurou a vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles‑2028. O ponto que garantiu a classificação veio de um ace de Adriano, que, emocionado, chorou ao celebrar o título e ao comentar sobre o preconceito que ele e companheiros enfrentam.

O capitão da equipe, Adriano, declarou que o grupo demonstrou grande resiliência após uma sequência de resultados negativos. “Na VNL não conseguimos, foi um período muito difícil para mim, para o Maique, para o Pureza, para o Douglas Souza… Todos nós fomos alvos de comentários e de um ódio que não deveria existir”, disse, entre lágrimas, à imprensa.

Com a vitória, o Brasil encerrou uma fase amarga que incluiu a eliminação na fase classificatória da VNL em julho, a pior campanha da história da seleção masculina na VNL, a derrota para a própria seleção na disputa do bronze em Paris‑2024 e um 17º lugar no Mundial do ano anterior.

Os resultados desfavoráveis geraram nas redes sociais uma onda de ataques homofóbicos que associavam o desempenho da equipe à presença de jogadores assumidamente gays. Adriano, eleito o melhor ponteiro do Pré‑Olímpico, foi um dos principais alvos desse discurso de ódio.

O título sul‑americano chegou quase exatamente três meses após a eliminação na VNL, trazendo alívio ao elenco comandado por Bernardinho. O Brasil venceu a final de forma invicta, sem perder um set, com parciais de 25‑20, 25‑23 e 25‑20.

No primeiro set, Darlan foi o maior pontuador, ajudando a equipe a abrir vantagem rapidamente. Horacio Dileo, da Argentina, chegou a 17‑12 e precisou usar a segunda pausa técnica. Apesar da reação argentina, o ataque brasileiro manteve a eficiência, com Darlan fechando novamente a parcial.

O saque se destacou como arma do Brasil, com Judson realizando um ace que contribuiu para o domínio no placar. O levantador italiano De Cecco tentou diversificar a distribuição, mas encontrou dificuldades na recepção devido ao forte serviço verde‑amarelo.

Durante o segundo set, a Argentina reduziu a diferença, chegando a 4‑3 e depois a 8‑6, mas o técnico Bernardinho solicitou tempo para reorganizar a equipe, que retomou o controle e venceu o set.

No terceiro set, o bloqueio brasileiro foi decisivo, registrando um saldo de –3 x 0, o que ajudou a abrir dois sets a zero. A partida ficou mais tensa quando a Argentina tentou reagir, provocando os visitantes, mas o Brasil manteve a imposição e confirmou o título com o ace de Adriano.

Ao final do jogo, Darlan respondeu às provocações argentinas, acenando um “tchau” para os adversários. Uma breve confusão se formou em quadra, mas foi contida sem maiores incidentes, permitindo que a equipe brasileira retomasse a celebração.

Com o título, o Brasil garante tranquilidade para a sequência do ciclo olímpico, enquanto os atletas reiteram a necessidade de lutar dentro e fora das quadras contra o preconceito.

Com informacoes de ge.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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