Ações de Prio, Petrobras e demais petroleiras lideram alta na B3 em meio à alta do petróleo
As ações do setor de petróleo assumiram a liderança da parte positiva do Ibovespa nesta segunda‑feira (28), em um cenário marcado por forte aversão ao risco no exterior e pela escalada dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
Logo nos primeiros minutos de negociação, as ações da Prio (PRIO3) se destacaram: por volta das 13h50 (horário de Brasília) estavam cotadas em R$ 61,67, representando alta de 3,91 %.
A Prio tem a maior exposição ao aumento dos preços do petróleo, pois 100 % da sua produção é de óleo e mantém um nível de hedge mais reduzido, ao contrário de outras companhias que contam com maior participação de refino, contratos de hedge ou gás natural, como Petrobras (PETR3 / PETR4), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3).
De acordo com relatório divulgado hoje pelo Itaú BBA, a Prio ocupa a segunda posição em preferência dos investidores dentro do segmento, ficando atrás apenas da Petrobras.
Os analistas da equipe liderada por Monique Greco apontam que os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, somados à incerteza quanto à sua duração, fizeram os investidores aguardarem um ponto de entrada mais atrativo nas ações, o que poderia acontecer caso os preços do petróleo recuassem.
As ações da Petrobras também apresentaram desempenho destacado: às 13h50, as ordinárias (PETR3) registravam alta de 2,75 % a R$ 54,50, enquanto as preferenciais (PETR4) subiam 2,38 % a R$ 49,13. A PETR4 foi a ação mais negociada do mercado doméstico, com 25,3 mil negócios e giro financeiro aproximado de R$ 1,569 bilhão no mesmo horário.
Analistas do Itaú BBA ressaltam que os investidores continuam favorecendo a Petrobras devido às margens de refino robustas, à percepção de assimetria positiva decorrente das eleições e a uma produção prevista para o próximo ano acima do esperado, ainda que o plano estratégico da companhia ainda não reflita totalmente esse potencial de valorização.
Fora do Ibovespa, a PetroReconcavo (RECV3) avançava 4,39 % a R$ 10,95, e a Brava Energia (BRAV3) registrava ganho de 2,58 % a R$ 17,86.
O impulso nas petroleiras brasileiras está diretamente ligado ao desempenho do petróleo nos mercados globais, que funciona como termômetro da disposição dos investidores ao risco. As tensões entre Estados Unidos e Irã, que ainda buscam reabrir o Estreito de Ormuz, alimentam a volatilidade. No fim de semana, Washington rejeitou uma proposta de acordo apresentada por Teerã à margem da ONU. Segundo a Reuters, mediadores devem conduzir conversas separadas com os EUA e o Irã até amanhã (29), envolvendo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, e representantes do Catar.
No início da tarde, o contrato mais líquido do Brent para entrega em novembro subia mais de 1 % na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, cotado a US$ 105 por barril. Mais cedo, o mesmo contrato havia alcançado US$ 108,83, registrando alta superior a 4 % em sua máxima intradiária. Já o contrato do West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês apresentava ganho de 0,63 % a US$ 92,99 por barril na New York Mercantile Exchange (NYMEX), depois de ter tocado US$ 108,83 em seu pico intradiário.
Essa movimentação reforça a sequência de notícias que já abordamos recentemente, como a divulgação, na semana passada, de dividendos recordes da Petrobras, que também contribuiu para o otimismo dos investidores no setor.
Com informacoes de Money Times.

