Xiaomi registra queda de 34% nas vendas no Brasil enquanto Apple e Samsung crescem

Por Cosmo Ricardo Nunes em Rio Verde, GO 21/09/2026 19:52
Xiaomi registra queda de 34% nas vendas no Brasil enquanto Apple e Samsung crescem

Foto: via Canaltech

O mercado brasileiro de celulares encolheu 11% no comparativo anual do primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Counterpoint Research, e o impacto foi sentido de forma desigual entre as fabricantes.

Enquanto Samsung e Apple avançaram no período, a Xiaomi registrou queda de 34% nos envios de smartphones em relação aos seis primeiros meses de 2025. Não é a primeira vez que a empresa chinesa enfrenta desafios no país; já cobrimos, por exemplo, o lançamento do HyperOS 4 Beta global, que trouxe novidades de IA, mas não foi suficiente para conter a retração nas vendas.

A consultoria aponta que o resultado foi influenciado pela redução da produção doméstica, pelo aumento dos custos de memória e por consumidores mais cautelosos na hora de gastar.

Mesmo nesse cenário adverso, a Samsung ampliou seus envios de smartphones em 10%, enquanto a Apple aparece entre os destaques com crescimento de 19%. A Motorola, segunda colocada no país, teve avanço mais discreto, de 1%.

A diferença também aparece na participação de cada fabricante. A Samsung passou de 38% para 42% do mercado entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026, enquanto a Motorola avançou de 30% para 31%. Já a Xiaomi caiu de 11% para 7%, embora tenha conseguido permanecer na terceira posição. A Apple fez o caminho contrário e aumentou sua fatia de 6% para 7%, ficando praticamente empatada com a fabricante chinesa.

O domínio das duas primeiras colocadas também aparece entre os aparelhos mais populares. Os cinco celulares mais vendidos concentraram 29% do mercado, com o Galaxy A07 4G sozinho respondendo por 8,3% das vendas no período.

Outro movimento identificado pela pesquisa foi o crescimento do segmento de smartphones que custam entre US$ 100 (cerca de R$ 510 em conversão direta) e US$ 249 (aproximadamente R$ 1.271). A categoria avançou 37% e passou a representar 61% do mercado brasileiro, enquanto os aparelhos abaixo de US$ 99 (R$ 505) registraram queda de 50%.

Na avaliação de Tina Lu, analista principal da Counterpoint Research, parte dessa mudança ocorre porque os consumidores passaram a demonstrar maior disposição para investir em aparelhos com especificações melhores. “A chegada de novas marcas chinesas ampliou a disponibilidade de modelos nessa faixa de preço. Além disso, os primeiros efeitos dos aumentos relacionados às memórias começaram a aparecer, com uma escalada adicional esperada para o segundo semestre de 2026”, afirmou a especialista.

E você, de olho no seu próximo smartphone? Então confira qual é o celular com melhor custo‑benefício de 2026, de acordo com especialistas do Canaltech.

Com informacoes de Canaltech.

Cosmo Ricardo Nunes

Sobre o Autor: Cosmo Ricardo Nunes

Cosmo é o olho do MOTNAF.NEWS voltado pro infinito. De lançamentos da NASA e SpaceX a buracos negros, eclipses, missões a Marte e as descobertas que mudam nossa visão do universo, ele traduz o que rola lá em cima numa linguagem que qualquer terráqueo entende. Se aconteceu no espaço, o Cosmo já está de telescópio apontado.