Volta de Carla Zambelli ao Brasil é "sentença de morte", afirma novo advogado

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 18/09/2026 15:20
Volta de Carla Zambelli ao Brasil é "sentença de morte", afirma novo advogado

Foto: via Metrópoles

A nova defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli, que ficou presa por quase um ano na Itália, está organizando uma ofensiva para tentar reverter as duas condenações definitivas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e impedir que ela seja extraditada ao Brasil.

As condenações são: 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, com a inserção de documentos falsos, inclusive um mandado de prisão fraudulento contra o ministro Alexandre de Moraes; e 5 anos e 3 meses de prisão pelo episódio em que apontou uma arma de fogo a um homem em São Paulo.

Entre as estratégias adotadas pela defesa estão revisões criminais no Brasil, representações perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, pedido para retirar o nome de Carla Zambelli da lista vermelha da Interpol e alegação de perseguição política.

O advogado brasileiro Eduardo Maurício assumiu recentemente a defesa da ex-deputada e atua em conjunto com o advogado italiano Pieremilio Sammarco. Maurício declarou que, caso a extradição seja confirmada, o retorno de Zambelli ao Brasil "seria o mesmo que sentenciar sua morte".

O pedido de extradição, formulado às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, foi anulado pela justiça italiana em julho, que determinou a reabertura do processo na instância inferior, com retorno à Corte de Apelação de Roma. Um pedido já foi negado definitivamente, e o julgamento do novo pedido pode entrar na pauta da justiça italiana nos próximos dias.

João, filho de Carla Zambelli, relatou problemas de saúde da mãe enquanto ela aguarda o julgamento de extradição na Itália. Zambelli responde em liberdade enquanto espera a resolução do processo. Outros políticos, como Eduardo Bolsonaro, também permanecem fora do país.

A defesa sustenta que as penas são desproporcionais aos processos, que erros e lacunas não foram explorados pela defesa anterior e que a defesa espera um "novo julgamento isento" na Itália, argumentando que o tribunal italiano não reconheceu perseguição política no caso.

Com informacoes de Metrópoles.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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