Seleção masculina de vôlei cria operação em nuvem para encurtar distância com clubes europeus
No papel, o Maracanãzinho é o palco onde a seleção brasileira de vôlei masculino disputa o Pré‑Olímpico em busca da vaga antecipada para os Jogos de Los Angeles 2028. Na prática, o ponto de encontro presencial é apenas a ponta do iceberg de um trabalho que dura o ano inteiro, mesmo quando os atletas estão separados por fusos horários, oceanos e filosofias de jogo completamente distintas.
Entre atletas atuando no Brasil, na Europa e no Japão, a comissão técnica comandada por Bernardinho montou uma verdadeira operação "em nuvem". A missão é manter a química do grupo acesa e garantir que todos cheguem à concentração falando rigorosamente a mesma língua tática e física.
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O acompanhamento à distância vai muito além de mensagens protocolares. Envolve monitoramento médico, físico, nutricional e, principalmente, presença física quando o calendário permite. O auxiliar técnico de Bernardinho, Rubinho, explicou como a comissão se divide para cruzar a Europa ao longo da temporada de clubes para ver os atletas de perto: "Existe sempre reuniões, todo mundo em contato e quando os meninos estão fora, a gente busca se organizar pra fazer alguns acompanhamentos dentro da rotina de cada um. Por exemplo, eu fiz um acompanhamento na Itália este ano, porque já tinha saído do campeonato aqui. Tive esse espaço pra ir lá, mas antes o Marcelo (auxiliar técnico) estava trabalhando na Romênia e fez algumas idas na Itália, e conseguiu encontrar os meninos, conversar".
Nesses encontros, a comissão conversa não só com os jogadores do Brasil, mas estabelece uma ponte diplomática com os próprios clubes estrangeiros. "A gente conversa com os técnicos, atletas dos clubes, com jogadores, perguntando de necessidades. Sempre existe um contato da comissão técnica de cada uma das áreas com os jogadores fora do Brasil. Isso é constante. Tem a preparação física com o Renato, Bruna na nutrição, isso é um acompanhamento direto ao longo da temporada online e por vezes presencial. A gente se organiza, pelo menos dois contatos presenciais acontecem durante a temporada e o feedback dos atletas é que eles ficam felizes quando a gente vai lá", detalhou o auxiliar.
Com metade do grupo jogando no voleibol nacional e a outra metade dividida pelo mundo, o reencontro no Brasil vira um caldeirão de experiências. Para o ponteiro Lucarelli, que passou pelo voleibol japonês, essa mistura de escolas é o grande trunfo da seleção, que atualmente disputa o Campeonato Sul‑Americano em busca da vaga olímpica. "Eu acho que é muito importante essa troca porque vim do Japão, outros vieram da Europa, Itália, Polônia, outros de outros pontos do Brasil, então acho que é uma troca de experiência também, até porque o voleibol acaba atualizando e mudando bastante. E vamos juntando as ideias pro objetivo que é a seleção. Acho que isso é muito legal, ter esse mix de experiências, a comissão da França (os auxiliares Rubinho e Marcelo), então acho que é uma mistura muito boa e isso só tem a agregar pra gente", destacou Lucarelli, que retornou ao Minas.
Brasil 3 X 0 Colômbia | Melhores momentos | 3ª rodada | Pré‑Olímpico de Vôlei Masculino 26.
Se taticamente o desafio é alinhar conceitos, no lado humano a distância é encurtada pela resenha. Na Itália, por exemplo, o levantador Fernando Cachopa e o ponteiro Lukas Bergmann aproveitavam a proximidade geográfica para encontros fora de quadra. Nas redes, o grupo de mensagens do elenco não para. "A gente já se conhece há muito tempo, independente de estar jogando fora, estamos sempre em contato. A gente tem um grupo e obviamente a gente manda memes pra zoar um com os outros, principalmente quando alguém dá um saque muito fora a gente manda no grupo, então é essa energia. Aqui realmente é uma equipe", revelou Bergmann.
Ainda assim, quando o grupo se reapresenta presencialmente, o relógio corre contra o tempo. Cada atleta chega em um ritmo: uns terminaram o campeonato há semanas, outros acabaram de jogar uma final desgastante. Para o central Judson, a receita para fazer sintonias tão diferentes funcionarem na busca pela vaga olímpica está na intensidade do dia a dia no ginásio.
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Maracanãzinho vai receber Sul‑Americano Feminino de Clubes em fevereiro de 2027. "É sempre um trabalho difícil no início da temporada, todo mundo em situações diferentes, às vezes um campeonato acabou", concluiu a comissão.
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Com informacoes de ge.

