Segurança reforçada e restrições no acesso à Praça dos Três Poderes durante sessão do STF em 15 de setembro
Na manhã de 15 de setembro, o Supremo Tribunal Federal iniciará, às 10h, a análise de um relatório da Polícia Federal que reúne cinquenta e duas mensagens enviadas pelo ex‑proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao ministro Alexandre de Moraes.
Em razão da sessão, a Praça dos Três Poderes, localizada no centro de Brasília entre o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o próprio STF, permanecerá totalmente interditada ao público. O perímetro da praça e o anexo do STF receberão reforço policial, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.
As medidas de segurança previstas incluem a instalação de detectores de metal e equipamentos de raio‑X nos acessos ao prédio principal e ao anexo, a proibição de entrada no plenário para pessoas não autorizadas pelo cerimonial, a vedação do uso de telefones celulares – que deverão ser lacrados em sacos plásticos –, bem como a restrição de alimentos, bebidas e manifestações de espectadores durante a sessão.
Além do reforço na praça, a polícia será intensificada na rodoviária do Plano Piloto, no Aeroporto de Brasília e na Rodoviária Interestadual, de modo a garantir a ordem nos principais pontos de entrada do Distrito Federal.
O Governo Federal informou que, para grupos que pretendam se aproximar da área, o limite máximo será a altura da via José Sarney, situada em frente ao Congresso Nacional, antes da Avenida das Bandeiras e próximo ao Ministério da Saúde. O tráfego na Esplanada dos Ministérios permanecerá aberto nos dois sentidos, mas poderá ser interrompido caso haja necessidade de bloqueios por manifestações.
Para monitoramento, drones da Polícia Militar e câmeras de vigilância serão empregados, complementados por uma célula de inteligência ativada em agosto para a segurança da capital nas eleições de 2026. Essa célula reúne vinte e dois órgãos de segurança distritais e federais e deve operar até janeiro do próximo ano.
O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência não detalhou medidas adicionais para o Palácio do Planalto, mas indicou que poderá recorrer ao uso de grades para “complementar e reforçar as medidas de segurança quando a situação recomendar”.
A sessão foi convocada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, em 9 de setembro. Na pauta, os ministros decidirão se abrem ou arquivam a investigação contra Alexandre de Moraes, bem como avaliarão o pedido de nulidade apresentado pela Procuradoria‑Geral da República (PGR). A PGR sustenta que o ministro André Mendonça não teria autorização do plenário para solicitar a apuração das mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes, e que a competência para decidir sobre eventual investigação recai sobre o plenário do STF.
Alguns ministros criticaram o relatório da Polícia Federal, alegando que a iniciativa de Mendonça poderia representar uma investigação sem respaldo institucional. O debate interno ocorre em um contexto em que, conforme pesquisa da Quaest divulgada em 14 de setembro, 16 % dos eleitores defendem Alexandre de Moraes, indicando que o ministro tem sido alvo de atenção pública recorrente.
Com informacoes de G1 Política.

