Pesquisa Ipsos-Ipec revela pior avaliação do governo Lula em um ano, com 43% de desaprovação
Um levantamento realizado pela empresa de pesquisas Ipsos em parceria com o Ipec e divulgado nesta quarta-feira, 16 de setembro, apontou que 43% dos brasileiros avaliam a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ruim ou péssima, representando um aumento de 5 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado em junho.
Com esse resultado, a avaliação negativa atinge o patamar mais baixo registrado desde junho de 2025. Em contrapartida, 33% dos entrevistados classificam a gestão como ótima ou boa, 23% a consideram regular e 2% não souberam responder ou optaram por não responder.
A avaliação negativa predomina entre jovens de 25 a 34 anos, evangélicos, homens, pessoas com ensino superior completo e famílias com renda superior a cinco salários mínimos. Também se registra maior desaprovação nas regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro‑Oeste.
Já a avaliação positiva é mais expressiva entre mulheres, pessoas com mais de 60 anos, pretos e pardos, indivíduos com menor nível de escolaridade e na região Nordeste.
Quando questionados especificamente sobre a aprovação da forma como Lula está governando o país, 53% dos entrevistados desaprovaram, 42% aprovaram e 5% não souberam ou não responderam. Os índices de desaprovação já haviam sido superiores em março e junho de 2025.
Em relação à confiança no presidente, 57% dos participantes declararam que não confiam em Lula, enquanto 40% afirmaram ter confiança e 3% preferiram não opinar.
A percepção sobre a situação econômica do Brasil também mostrou deterioração. Para 45% dos brasileiros, a economia está pior do que há seis meses, número que subiu de 41% em junho. Outros 29% consideram que a situação está igual e 23% acreditam que houve melhora.
Quanto às expectativas para os próximos seis meses, 42% esperam que a economia melhore, 25% acreditam que a situação piorará e 24% preveem que permanecerá igual.
A pesquisa foi conduzida entre os dias 9 e 13 de setembro, com entrevistas realizadas junto a 2.000 eleitores distribuídos em 130 municípios brasileiros. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Com informacoes de VEJA.

