Projeto ABERTO reinventa o colecionismo ao unir arte e arquitetura em exposições inéditas
O projeto ABERTO nasceu da ideia de que colecionar vai além de reunir quadros em paredes brancas; ele busca integrar arte contemporânea, moderna, objetos de viagem, arte popular e até joias em um mesmo discurso visual.
Fundado por Filipe Assis em 2022, o ABERTO já realizou mostras em casas modernistas assinadas por Oscar Niemeyer e Vilanova Artigas, além de ocupar as casas‑ateliês de Tomie Ohtake e Chu Ming Silveira, criando um diálogo direto entre obra e arquitetura.
Em 2025, o projeto fez sua primeira edição internacional na Maison La Roche, projetada por Le Corbusier, em Paris, registrando o maior público desde a abertura da casa à visitação em 1968.
No ano seguinte, 2026, o ABERTO apresentou uma edição especial na Casa Bola, de Eduardo Longo, e lançou o ABERTO RUA, iniciativa dedicada a intervenções artísticas no espaço urbano.
Outra novidade de 2026 foi o ABERTO SOLO, a primeira série de exposições individuais concebidas a partir do diálogo entre artistas contemporâneos e espaços singulares da cidade. A primeira edição ocorre em parceria com o Teatro Cultura Artística, marcando a inauguração da nova área expositiva no primeiro andar do edifício.
Intitulada "Tudo que eu sei, eu aprendi à noite", a mostra de Luísa Matsushita traz obras inéditas até 27 de setembro, explorando memórias afetivas do centro de São Paulo e seu passado como vocalista da banda Lovefoxxx, do Cansei de Ser Sexy.
Além das obras de tela, Luísa cria uma instalação site‑specific de 15 metros de largura no saguão principal do teatro, ampliando a ocupação para além da sala expositiva e reforçando a proposta do ABERTO SOLO de desenvolver projetos em estreita relação com a arquitetura receptora.
Três colaborações se destacam na edição SOLO: a HStern transformou a pintura "Hambago" (2023) em uma pulseira que reproduz formas e escalas tonais da obra original; a Bordallo Pinheiro reinterpretou o símbolo da marca, a folha de couve, em cerâmica com cores e formas próprias; e a arquiteta Claudia Moreira Salles incorporou o trabalho de Luísa nos estofados das poltronas, criando mobiliário que funciona como obra de arte.
O objetivo do ABERTO não é apenas transformar arte em produto, mas elevar objetos a arte, permitindo que o universo do criador seja acessado em diferentes formatos e suportes, ampliando as possibilidades de início de coleção.
O ABERTO SOLO – Luísa Matsushita está aberto ao público até 27 de setembro, de quartas a sextas‑feiras, das 12h às 20h; sábados, das 10h às 20h; e domingos, das 10h às 18h, com entrada gratuita.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

