Power banks em voos: o que pode e o que não pode levar na bagagem

Por Cosmo Ricardo Nunes em Rio Verde, GO 04/10/2026 08:31
Power banks em voos: o que pode e o que não pode levar na bagagem

Foto: via Canaltech

Viajar de avião com carregadores portáteis exige atenção especial porque esses dispositivos utilizam baterias de íons de lítio, cujas características impõem normas específicas para bagagem de mão e bagagem despachada.

A regra mais rígida adotada em 2026 determina que nenhum power bank pode ser colocado na mala despachada; o equipamento deve permanecer na cabine, dentro da mochila, bolsa ou item pessoal do passageiro, pois eventuais curtos‑circuitos ou superaquecimentos são detectados e controlados mais rapidamente pelos comissários.

Power bank é um carregador portátil com bateria interna de íons de lítio, normalmente indicado em miliampere‑hora (mAh) na embalagem ou no próprio aparelho. Embora o mAh mostre a carga armazenada, as autoridades de aviação utilizam o watt‑hora (Wh) como unidade de referência para o transporte.

As normas brasileiras vigentes em 2026 permitem que cada viajante leve até dois power banks de até 100 Wh na bagagem de mão. Modelos entre 100 Wh e 160 Wh podem ser transportados somente mediante autorização prévia da companhia aérea, enquanto dispositivos acima de 160 Wh são proibidos em voos de passageiros. A IATA reforça a necessidade de manter os power banks na cabine e de protegê‑los contra danos e curtos‑circuitos; companhias podem adotar restrições ainda mais severas.

O limite de duas unidades por passageiro vale apenas se cada carregador obedecer às restrições de capacidade. Assim, quem pretende levar mais de dois dispositivos ou unidades com capacidade superior deve consultar previamente as regras da empresa aérea antes do embarque.

A conversão de mAh para Wh segue a fórmula Wh = (mAh × V) ÷ 1 000, onde V representa a tensão nominal da bateria. Na maioria dos power banks de íons de lítio a tensão típica é 3,7 V. Por exemplo, um modelo de 20 000 mAh tem capacidade de (20 000 × 3,7) ÷ 1 000 = 74 Wh, permanecendo dentro do limite de 100 Wh. Como referência, 100 Wh correspondem aproximadamente a 27 027 mAh (100 × 1 000 ÷ 3,7). Um power bank de 30 000 mAh resultaria em cerca de 111 Wh, ultrapassando o teto de 100 Wh e exigindo autorização ou sendo proibido, dependendo do caso.

É fundamental priorizar o valor de Wh informado pelo fabricante, sobretudo quando houver divergência entre a capacidade anunciada em mAh e o cálculo nominal. Essa prática evita surpresas na hora do check‑in.

Como já mostramos na cobertura da DJI Power Auro 2000 Elite, a demanda por fontes de energia portáteis continua crescendo, mas a segurança nas viagens aéreas impõe limites claros que os usuários precisam observar.

Com informacoes de Canaltech.

Cosmo Ricardo Nunes

Sobre o Autor: Cosmo Ricardo Nunes

Cosmo é o olho do MOTNAF.NEWS voltado pro infinito. De lançamentos da NASA e SpaceX a buracos negros, eclipses, missões a Marte e as descobertas que mudam nossa visão do universo, ele traduz o que rola lá em cima numa linguagem que qualquer terráqueo entende. Se aconteceu no espaço, o Cosmo já está de telescópio apontado.