Porta‑voz dos EUA nega interferência nas eleições brasileiras e destaca apoio a processos livres
Em declaração concedida à correspondente internacional da CNN Brasil, Priscila Yazbek, a porta‑voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que interferir em eleições não faz parte da estratégia do governo Trump.
Ela ressaltou que os EUA desejam ver eleições livres e transparentes no Brasil e que acompanharão os resultados ao lado dos brasileiros.
A manifestação foi feita em resposta a questionamentos sobre as alegações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que levantou suspeitas de interferência americana no processo eleitoral brasileiro e manifestou preocupações diretamente ao Departamento de Estado.
Roberson foi categórica ao negar qualquer envolvimento: "Trabalhando assim dentro de outros países sobre eleições não é parte da nossa estratégia", afirmou.
A porta‑voz acrescentou que os EUA estão focados em suas próprias prioridades, como segurança, prosperidade e paz.
Ao ser questionada sobre eventual preferência do governo americano por algum candidato ou resultado eleitoral específico no Brasil, Roberson respondeu que não há nenhum tipo de preferência e que a decisão sobre quem será o próximo líder do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro. "Acreditamos que a eleição, como um Brasil, um país soberano, independente, queremos ver eleições livres, transparentes e vamos ver com os brasileiros o resultado", declarou.
Apesar das negativas quanto à interferência eleitoral, Roberson fez críticas à postura do Brasil no enfrentamento ao crime organizado. Ela afirmou que o governo americano espera que o Brasil adote medidas mais agressivas contra grupos criminosos como o PCC e o Comando Vermelho.
Quando questionada se essa cobrança indicava preferência por um governo brasileiro mais ativo nessa área, ela reiterou que os brasileiros decidirão quem será o próximo presidente e que os EUA estão preparados para trabalhar com qualquer lado do espectro político, especialmente no campo da segurança nacional.
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Com informacoes de CNN Brasil.

