Parlamento da Lituânia aprova voto preliminar para suspender proibição de armas nucleares; Rússia denuncia escalada e ameaça retaliação

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 06/10/2026 17:40
Parlamento da Lituânia aprova voto preliminar para suspender proibição de armas nucleares; Rússia denuncia escalada e ameaça retaliação

Foto: via G1

O Parlamento da Lituânia aprovou, nesta terça-feira (6), em votação preliminar, a suspensão da lei que proíbe o armazenamento de armas nucleares em seu território.

A aprovação contou com 106 votos favoráveis dos 141 possíveis, demonstrando amplo apoio entre os parlamentares.

Para que a lei seja efetivamente derrubada e a Constituição do país seja modificada, será necessária uma segunda votação, marcada para o dia 12 de janeiro.

O presidente lituano, Gitanas Nauseda, declarou em julho que os partidos políticos haviam chegado a um acordo sobre um plano para suspender a proibição, interpretando o gesto como um indicativo de que a Rússia está redefinindo seus cálculos de segurança na região.

Nauseda também afirmou, ainda em julho, que não há planos imediatos para armazenar armas nucleares na Lituânia, mas que a retirada da norma permitiria ao país adotar medidas caso a situação de segurança se altere. Ele ressaltou que a Lituânia continuará sendo signatária do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

Em resposta, o Kremlin classificou o movimento do governo lituano como uma provocação que pode desencadear uma nova fase de escalada de tensões na região, sugerindo ainda a possibilidade de posicionamento de armas nucleares dos Estados Unidos no país báltico.

O porta‑voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que, se a infraestrutura militar dos Estados Unidos – principal país da OTAN – se aproximar das fronteiras russas, “não pode ser visto como outra coisa senão um passo em direção à escalada das tensões”. Acrescentou que a instalação de armas nucleares em território de um Estado vizinho “não contribuirá para a estabilidade e a previsibilidade no continente europeu; pelo contrário, representará mais uma escalada significativa das tensões”.

Os Estados Unidos mantêm na Lituânia um batalhão blindado com quase 1.000 militares desde 2019, em rotações alternadas que fazem as tropas chegarem e partirem a cada poucos meses.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

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