Alejandro Mancuso é acusado de estelionato por emissão de cheques falsos na Argentina

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 07/10/2026 08:00
Alejandro Mancuso é acusado de estelionato por emissão de cheques falsos na Argentina

Foto: via UOL

Alejandro Mancuso nasceu em Ciudadela, na Grande Buenos Aires, em 1968, iniciou sua carreira profissional no Ferro Carril Oeste e, no mesmo ano de 1988, transferiu‑se para o Vélez Sarsfield, onde se consolidou como volante titular ao lado de nomes como Diego Simeone.

Convocado pela Albiceleste em 1992, Mancuso marcou o gol de empate 1 a 1 contra o Brasil no amistoso de reestreia de Maradona, realizado no Monumental de Núñez em 1993, e integrou a seleção campeã da Copa América daquele mesmo ano, último título antes de um jejum de 28 anos.

Em 1993, assinou contrato com o Boca Juniors, permanecendo duas temporadas antes de se mudar para o Palmeiras em 1995, onde substituiu César Sampaio; no clube recebeu o apelido de jogador violento e foi eleito pelos colegas como o mais agressivo do país pela revista Placar.

Em 1996, transferiu‑se ao Flamengo, atuou ao lado de Romário, foi titular e conquistou o Campeonato Carioca de forma invicta; saiu em 1997, teve passagem curta pelo Independiente e, nos últimos anos de carreira, jogou pelo Badajoz (Segunda Divisão espanhola), Santa Cruz (Pernambuco) e Bella Vista (Uruguai), encerrando a trajetória em 2000.

Após a aposentadoria, trabalhou como empresário de atletas e, em 2010, foi convidado pelo amigo de longa data Diego Maradona para ser auxiliar técnico da seleção argentina na Copa da África do Sul; a parceria terminou quando Maradona o acusou de usar sua assinatura em contrato publicitário na China, acusação que Mancuso rebateu citando o vício do ex‑amigo.

Em 2019, a Suprema Corte da Argentina rejeitou recurso de Maradona, considerando a ação prescrita; no ano seguinte, Mancuso foi denunciado por estelionato ao supostamente entregar cheques falsos que totalizam 2.485.000 pesos (equivalente a 28 mil dólares na época), conforme noticiado pela imprensa argentina.

Segundo o advogado das vítimas, Gustavo Marceillac, as vítimas entregaram dinheiro em espécie a Mancuso em janeiro de 2021, sob um contrato verbal de mútuo, recebendo dois cheques pré‑datados do Banco Comafi que somavam 715.000 pesos; uma semana depois, receberam outros dois cheques, um do Instituto Nacional de Seguridade Social para Aposentados e Pensionistas no valor de 670.000 pesos e outro de 1.100.000 pesos.

Nenhum dos cheques foi pago: o do Banco Comafi foi devolvido com a mensagem “ordem de não pagamento com fundos disponíveis”, e o do Instituto foi recusado por “alteração”. Perícias apontaram que os documentos eram ao portador e endossados por Mancuso; o banco afirmou que, embora autênticos, tratam‑se de cheques comuns, impossibilitando a identificação de conta ou agência.

Marceillac afirmou que Mancuso utilizava sua notoriedade pública para enganar as pessoas; em novembro passado, segundo o diário La Capital de Mar del Plata, a Justiça considerou o caso.

Com informacoes de UOL.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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