Alejandro Mancuso é acusado de estelionato por emissão de cheques falsos na Argentina
Alejandro Mancuso nasceu em Ciudadela, na Grande Buenos Aires, em 1968, iniciou sua carreira profissional no Ferro Carril Oeste e, no mesmo ano de 1988, transferiu‑se para o Vélez Sarsfield, onde se consolidou como volante titular ao lado de nomes como Diego Simeone.
Convocado pela Albiceleste em 1992, Mancuso marcou o gol de empate 1 a 1 contra o Brasil no amistoso de reestreia de Maradona, realizado no Monumental de Núñez em 1993, e integrou a seleção campeã da Copa América daquele mesmo ano, último título antes de um jejum de 28 anos.
Em 1993, assinou contrato com o Boca Juniors, permanecendo duas temporadas antes de se mudar para o Palmeiras em 1995, onde substituiu César Sampaio; no clube recebeu o apelido de jogador violento e foi eleito pelos colegas como o mais agressivo do país pela revista Placar.
Em 1996, transferiu‑se ao Flamengo, atuou ao lado de Romário, foi titular e conquistou o Campeonato Carioca de forma invicta; saiu em 1997, teve passagem curta pelo Independiente e, nos últimos anos de carreira, jogou pelo Badajoz (Segunda Divisão espanhola), Santa Cruz (Pernambuco) e Bella Vista (Uruguai), encerrando a trajetória em 2000.
Após a aposentadoria, trabalhou como empresário de atletas e, em 2010, foi convidado pelo amigo de longa data Diego Maradona para ser auxiliar técnico da seleção argentina na Copa da África do Sul; a parceria terminou quando Maradona o acusou de usar sua assinatura em contrato publicitário na China, acusação que Mancuso rebateu citando o vício do ex‑amigo.
Em 2019, a Suprema Corte da Argentina rejeitou recurso de Maradona, considerando a ação prescrita; no ano seguinte, Mancuso foi denunciado por estelionato ao supostamente entregar cheques falsos que totalizam 2.485.000 pesos (equivalente a 28 mil dólares na época), conforme noticiado pela imprensa argentina.
Segundo o advogado das vítimas, Gustavo Marceillac, as vítimas entregaram dinheiro em espécie a Mancuso em janeiro de 2021, sob um contrato verbal de mútuo, recebendo dois cheques pré‑datados do Banco Comafi que somavam 715.000 pesos; uma semana depois, receberam outros dois cheques, um do Instituto Nacional de Seguridade Social para Aposentados e Pensionistas no valor de 670.000 pesos e outro de 1.100.000 pesos.
Nenhum dos cheques foi pago: o do Banco Comafi foi devolvido com a mensagem “ordem de não pagamento com fundos disponíveis”, e o do Instituto foi recusado por “alteração”. Perícias apontaram que os documentos eram ao portador e endossados por Mancuso; o banco afirmou que, embora autênticos, tratam‑se de cheques comuns, impossibilitando a identificação de conta ou agência.
Marceillac afirmou que Mancuso utilizava sua notoriedade pública para enganar as pessoas; em novembro passado, segundo o diário La Capital de Mar del Plata, a Justiça considerou o caso.
Com informacoes de UOL.

