Mexicano é preso em aeroporto na Alemanha com 37 cobras venenosas escondidas em embalagens de cosméticos
Um homem de 45 anos, de nacionalidade mexicana, foi preso após ser flagrado com 37 cobras venenosas e outros répteis escondidos em sua bagagem em um aeroporto da Alemanha. Os animais estavam guardados em embalagens de cosméticos, frascos de xampu e creme, recipientes de plástico e meias.
De acordo com os agentes da alfândega, o passageiro foi abordado no mês passado e submetido a um exame toxicológico depois de apresentar um comportamento considerado "nervoso". O resultado indicou que ele havia consumido cocaína. Na revista da mala, porém, não foram encontrados entorpecentes, e sim cerca de 90 répteis. O homem, que é bombeiro, teve sua identidade preservada pelas autoridades.
Ele chegou a Colônia há três semanas, partindo da Cidade do México com escala em Istambul. "Meus colegas no aeroporto estão acostumados a encontrar todo tipo de 'lembrança' de viagem nas malas, mas nunca tínhamos visto 37 cobras venenosas e 55 lagartos vindos do México", afirmou Jens Ahland, porta-voz da alfândega.
Entre os animais apreendidos estavam víboras, cascavéis e diversas espécies de lagartos, como iguanas-de-espinhos, salamandras e lagartos-sem-pata. Segundo Ahland, algumas dessas espécies estão ameaçadas de extinção e são protegidas por legislação rigorosa. Ele classificou os animais como raros e destacou que a apreensão foi a maior já registrada no país com animais vivos. "É angustiante ver o que algumas pessoas fazem com os animais por pura ganância e desejo de lucro."
A alfândega acionou imediatamente veterinários da cidade de Colônia, que prestaram atendimento aos animais. Ainda assim, cerca de 30 deles morreram após a longa viagem, durante a qual permaneceram espremidos e sem alimentação. Os sobreviventes foram encaminhados a um serpentário próximo a Braunschweig.
Durante o interrogatório, o homem declarou que pretendia passar férias na Alemanha e que transportou os animais para fazer um favor a um conhecido brasileiro. Um inquérito foi aberto contra ele. Como a Polícia Federal alemã negou sua entrada no país, ele foi enviado de volta a Istambul no dia seguinte à chegada.
A alfândega suspeita que o caso envolva contrabando com fins comerciais. "Os animais provavelmente seriam vendidos aqui e, em seguida, mantidos de forma ilegal", disse Ahland. Segundo ele, compradores pagariam centenas de euros por algumas espécies.
Ainda de acordo com o porta-voz, no ano passado a alfândega alemã apreendeu quase 57 mil animais e plantas protegidos, ou produtos derivados deles, em mais de 1,3 mil ocorrências em todo o território. Mais de 90% dessas apreensões ocorreram em encomendas postais ou em aeroportos. Os contrabandistas estão sujeitos a pesadas multas ou até mesmo a penas de prisão.
Com informacoes de CartaCapital.

