Menino indonésio que fumava 40 cigarros por dia aos 2 anos tem 14 anos e relata recuperação
Ardi vivia na aldeia de Teluk Kemang, no sul da ilha de Sumatra, Indonésia, onde sua mãe, Diana, trabalhava como vendedora de peixes.
Desde muito pequeno, o garoto começou a recolher cigarros na praça local após observar outras pessoas fumando, e, segundo entrevista ao The Sydney Morning Herald em 2017, o primeiro cigarro foi oferecido por seu próprio pai.
A dependência de nicotina se agravou a ponto de mobilizar o Ministério do Empoderamento da Mulher e da Proteção Infantil da Indonésia, que interveio no caso.
As imagens que circularam na internet geraram críticas intensas à mãe, acusada de permitir que o filho fumasse e de contribuir para o início de um problema de obesidade.
Quando os responsáveis tentaram retirar o cigarro das mãos de Ardi, ele reagia com acessos de raiva, inclusive batendo a cabeça.
Três anos após a repercussão inicial, a família buscou apoio profissional e iniciou um processo de reabilitação conduzido pelo psicólogo infantil Seto Mulyadi.
A interrupção do consumo de tabaco desencadeou um quadro intenso de ansiedade em Ardi, que passou a compensar o desconforto com alimentação excessiva.
Aos dois anos, ele já apresentava problemas de peso; aos cinco anos, seu peso era de 24 kg, aproximadamente seis quilos acima da média esperada para a sua altura e idade.
Em uma única refeição, Ardi conseguia ingerir três coxas de frango, duas tigelas de sopa de almôndegas e uma lata de leite condensado.
Esse padrão alimentar persistiu até a entrada na escola, quando ele começou a reduzir as porções devido às provocações dos colegas sobre a quantidade de comida que levava na lancheira.
Mais de quinze anos depois de sua história viralizar, Ardi é reconhecido como um dos indivíduos mais jovens a superar o vício em cigarros.
Em 2022, aos 14 anos, ele ainda frequentava a escola primária e seguia uma dieta rigorosa baseada em peixes e verduras, visando alcançar um peso considerado adequado.
Em 2019, Ardi viajou ao Brasil, participou de um programa da TV Record e concedeu entrevistas nas quais alertou sobre a dificuldade de abandonar vícios e promoveu hábitos de vida saudáveis.
O caso de Ardi se insere em um contexto mais amplo de saúde pública: a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o tabagismo cause mais de oito milhões de mortes por ano, das quais cerca de 1,2 milhão são atribuídas à exposição à fumaça de terceiros.
Com informacoes de O GLOBO.

