Magalu (MGLU3) dispara 61,46% em setembro e lidera alta do Ibovespa
Ações da varejista Magazine Luiza (MGLU3) encerraram setembro cotadas em R$ 7,46, registrando valorização de 61,46% nos últimos 30 dias, segundo dados da B3, e foram responsáveis por liderar a alta do principal índice da bolsa, que avançou mais de 5% no mesmo período.
O forte desempenho da empresa foi atribuído ao ciclo de redução da taxa Selic, que caiu para 13,75% ao ano, aliviando a pressão sobre o endividamento da companhia, além do anúncio de um acordo de colaboração com o Mercado Livre (MELI34), que recebeu elogios dos investidores e aumentou a demanda pelos papéis.
Com valor de mercado próximo a R$ 6 bilhões, a Magalu apresenta desvalorização de 15% desde o início do ano. No segundo trimestre, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 72,5 milhões, em comparação ao prejuízo de R$ 24,4 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
Analistas do JP Morgan reiteraram recomendação de venda para MGLU3, destacando que a companhia figura entre as mais endividadas da sua cobertura e que seu desempenho está sensível ao cenário eleitoral. O banco apontou que a empresa poderia se beneficiar de um governo focado em disciplina fiscal, mas enfrentaria riscos caso haja reeleição de Luiz Inácio Lula (PT). Além disso, o relatório ressaltou que cortes adicionais de juros são improváveis após 2026, limitando novas fontes de impulso.
O panorama macroeconômico mostrou a taxa Selic em 13,75% ao ano, IPCA com variação mensal de -0,32% e acumulado de 4,22% nos últimos 12 meses, CDI em 14,47% ao ano, Ibovespa com alta de 32,11% no ano, IFIX 5,53%, SMLL 4,90%, S&P 500 14,99%, IDIV 26,92% e NDX 24,30%. Entre os commodities mais buscados, o petróleo Brent subiu 65,16% no ano, cotado a R$ 594,87; ouro avançou 5,82% a R$ 21.811,77; milho 4,17% a R$ 1.134,83; café 13,40% a R$ 1.874,82; cobre 38,61% a R$ 70.693,52; petróleo WTI 49,62% a R$ 501,96; alumínio 29,59% a R$ 1.156,75; prata 28,78% a R$ 318,63; açúcar 0,19% a R$ 188,23.
Na seção de investimentos, destacam‑se CRIs como Hapvida CDI+ 5,05% com rentabilidade líquida de 20,18% a.a., Automob CDI+ 3,58% (18,50% a.a.), Simpar CDI+ 5,25% (18,38% a.a.), Movida pré‑fixado 17,12% a.a., JSL pré‑fixado 17,00% a.a., DASA pré‑fixado 17,00% a.a. Entre os títulos do Tesouro Direto, o Tesouro Educa+ 2044 oferece IPCA + 7,07% ao ano, o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2037 traz IPCA + 7,56%, o Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 rende 14,28% ao ano, o Tesouro Prefixado 2032 oferece 14,21% ao ano, o Tesouro Reserva 2036 acompanha a Selic e o Tesouro Selic 2031 paga Selic + 0,0851% ao ano, todos com risco financeiro baixo.
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Com informacoes de Investidor10.

