Investir a longo prazo: a pergunta essencial antes de decidir
A vida se compõe de escolhas que, ao longo do tempo, ganham peso – desde decidir a roupa de um dia até escolher um curso universitário ou aceitar um emprego.
O professor Clóvis de Barros Filho propõe inverter a lógica tradicional de decisão: ao invés de buscar a escolha que não gere arrependimento, pergunte‑se qual arrependimento você conseguiria aceitar.
Essa abordagem também se aplica às finanças pessoais. Decidir quanto do presente será destinado ao futuro pode acontecer cedo, tarde, com aportes variáveis ou com mudanças de estratégia ao longo do caminho; adiar a decisão também é uma escolha.
O fator tempo, porém, não pode ser recuperado. Quem inicia um plano de previdência hoje e, anos depois, reduz aportes ou altera fundos ainda tem flexibilidade, mas não pode “comprar” os anos que deixaram de ser investidos. Na tabela regressiva de Imposto de Renda, a alíquota diminui conforme o prazo e pode chegar a apenas 10% após dez anos, sendo a menor entre as aplicações tributáveis.
Além disso, os fundos de previdência não estão sujeitos ao come‑cotas, ou seja, não sofrem a antecipação periódica de imposto que afeta muitos fundos tradicionais. Na prática, a previdência combina duas forças: o efeito dos juros compostos e uma estrutura tributária que recompensa quem pensa no longo prazo.
O mesmo raciocínio vale para a construção de patrimônio para os filhos. Embora os valores aportados e as estratégias possam mudar, iniciar cedo permite aproveitar o maior ativo financeiro disponível: o tempo.
Para quem deseja aprofundar o tema, estão disponíveis oito aulas gratuitas que explicam tudo sobre previdência privada – PGBL, VGBL, tributação e estratégias de longo prazo – ministradas por Mirna Borges e pelo professor Liao.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

