IA redefine a formação de profissionais de tecnologia: o programa NextGen da delaware Brasil

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 10/10/2026 09:40
IA redefine a formação de profissionais de tecnologia: o programa NextGen da delaware Brasil

Foto: via Estadão

Ferramentas de inteligência artificial que geram código, analisam dados e automatizam tarefas em poucos segundos têm despertado uma nova questão entre os que ingressam no mercado de tecnologia: quais competências ainda são necessárias para trabalhar com IA?

A resposta vai além da simples aprendizagem de novas ferramentas; a expansão da tecnologia está modificando atividades realizadas por profissionais de diversas áreas e, consequentemente, redefinindo as competências esperadas dos iniciantes no setor.

Na área de tecnologia, soluções capazes de gerar código, interpretar informações, automatizar processos e apoiar a resolução de problemas já fazem parte da rotina profissional. Nesse cenário, o conhecimento técnico continua relevante, mas passa a dividir espaço com habilidades como pensamento crítico, comunicação, colaboração e resolução de problemas.

Para enfrentar esse desafio, a delaware Brasil criou o NextGen, um programa de formação que, ao longo de um ano, combina capacitação técnica, uso de inteligência artificial, mentoria e participação em projetos reais, aproximando a aprendizagem da prática profissional desde o início.

Operar uma ferramenta de IA representa apenas uma parcela do trabalho. O profissional também precisa compreender o problema que está tentando resolver, avaliar se a resposta gerada faz sentido e reconhecer quando é necessário revisar ou adaptar a solução, o que impõe um desafio adicional à formação.

Juliana Beltrão, líder de DHO da delaware Brasil, destaca que formar profissionais de tecnologia hoje exige mais do que habilidades técnicas; é fundamental oferecer oportunidades que desenvolvam pensamento crítico, comunicação, colaboração e capacidade de solucionar problemas reais, acompanhando uma tecnologia em constante evolução.

A iniciativa coloca os participantes em contato com situações semelhantes às encontradas no mercado, permitindo que desenvolvam simultaneamente competências técnicas e comportamentais enquanto avançam em sua jornada.

O programa tem duração de um ano e inclui onboarding, treinamentos técnicos e comportamentais, trilhas de desenvolvimento SAP, preparação para certificações e acompanhamento contínuo. À medida que avançam, os participantes ampliam gradualmente sua atuação em projetos, com apoio de profissionais mais experientes.

A atração de novos talentos conta ainda com parcerias estratégicas. Por meio do SAP Future Talent | Ecosystem Collaboration, a delaware se uniu à SAP e à Fundação Engenheiro Salvador Arena (FESA) para aproximar estudantes universitários das oportunidades de carreira em tecnologia. Durante as férias acadêmicas, estudantes da FESA, principalmente dos cursos de engenharia, participaram de uma capacitação intensiva em diferentes módulos SAP.

Em seguida, a delaware conduziu seu próprio processo seletivo, com avaliações e entrevistas realizadas pelas equipes de People & Culture e Delivery, considerando tanto o potencial técnico quanto as competências comportamentais dos candidatos. Os selecionados passaram a integrar o NextGen, iniciando uma jornada de desenvolvimento estruturada pela empresa.

Além do conhecimento técnico, o programa desenvolve competências como comunicação, pensamento crítico, resolução de problemas, trabalho em equipe, organização, liderança pessoal e empreendedorismo, preparando profissionais capazes de colaborar com diferentes áreas e enfrentar desafios sem respostas prontas.

Felipe Laureno, participante do programa na área de SAP PP, relata que a experiência ampliou sua visão sobre inovação e colaboração, proporcionou um intenso aprendizado técnico e aumentou sua confiança em apresentações e no relacionamento com clientes, aprimorando sua comunicação e postura profissional.

A prática ocupa uma parte relevante da jornada: a participação em projetos pode representar entre 50% e 75% do tempo dos participantes, garantindo que o aprendizado seja aplicado em situações reais.

Com informacoes de Estadão.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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