Governo federal decide vetar apostas online e gera pressão de clubes e casas de apostas por prejuízo de até R$ 2 bi

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 17/09/2026 06:00
Governo federal decide vetar apostas online e gera pressão de clubes e casas de apostas por prejuízo de até R$ 2 bi

Foto: via UOL

A decisão anunciada pelo Governo Federal de proibir jogos online e apostas esportivas provocou forte reação de clubes de futebol e de empresas de betting, que alegam prejuízos bilionários e anunciam medidas de pressão contra a medida.

De acordo com dirigentes, a proibição pode gerar perda de aproximadamente R$ 1 bilhão em patrocínios de camisas dos clubes, enquanto a estimativa de rombo total no esporte chega a R$ 2 bilhões, segundo versões internas dos representantes das equipes.

Em resposta, foi iniciada a redação de uma nota que deverá ser assinada por todos os clubes das Séries A, B, C e D. O documento, ainda em fase de elaboração, tem como objetivo formalizar a contestação ao veto, que ganhou força após entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No Rio de Janeiro, está agendada uma reunião nesta quinta‑feira com a presença de seis clubes — Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Volta Redonda e Madureira — para discutir estratégias de pressão e possíveis ações conjuntas contra a medida.

As casas de apostas, por sua vez, afirmam que investiram R$ 30 milhões em outorgas para operar apostas e cassinos online. Caso o veto seja efetivado, as empresas prometem ajuizar ações judiciais para cobrar os prejuízos alegados contra o Estado.

Um dos argumentos centrais das operadoras é que a proibição empurrará os apostadores para o mercado ilegal, que continua ativo apesar dos bloqueios de sites, expondo os consumidores a riscos e reduzindo a arrecadação tributária.

Empresas detentoras de direitos de transmissão, que lucram com a arrecadação proveniente de publicidade de apostas e, em alguns casos, são proprietárias de casas de betting, também foram citadas como potenciais aliadas dos clubes na pressão ao governo.

Internamente, dirigentes criticam o fato de o governo ter permanecido três anos sem avançar em regulamentação ou restrição ao setor, e agora, próximo às eleições, adotar uma medida que pode ser vista como tentativa de angariar votos.

Com informacoes de UOL.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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