Governo aprova subvenção ao etanol hidratado e prevê queda mínima de 1,5% nos preços nas bombas
O governo federal aprovou nova subvenção ao etanol hidratado, medida que deve reduzir o preço nas bombas em, no mínimo, 1,5%, conforme estimativas da consultoria StoneX.
A subvenção chega somada à isenção de PIS/Cofins concedida na semana passada e tem como objetivo manter o diferencial competitivo do etanol frente à gasolina, após o decreto de 9 de maio que concedeu desconto de R$0,63 por litro na tributação da gasolina A, encerrando o subsídio anterior.
O mesmo decreto também isentou o etanol hidratado do PIS/Cofins, reduzindo o custo em R$0,1922 por litro. Para ter direito à nova subvenção, os produtores precisam habilitar‑se ao benefício e efetivamente repassar o desconto nas notas fiscais; a fiscalização e o pagamento ficam a cargo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O decreto que instituiu a isenção fiscal não obriga o repasse do desconto nas bombas, permitindo que usinas utilizem o benefício para recompor margens que ficaram apertadas ou negativas no primeiro trimestre da safra sucroalcooleira 2026/27.
Caso as usinas e distribuidoras repassem apenas a subvenção, a StoneX estima queda de cerca de 1,5% no preço final do etanol hidratado. Se houver também o repasse da isenção de PIS/Cofins, a redução pode chegar a 7%, atingindo R$3,40 o litro no estado de São Paulo.
A consultoria alerta que a amplitude da redução pode ser limitada pelo perfil do setor, composto por muitos produtores que podem decidir de forma diversa sobre o repasse. Já a diminuição do custo da gasolina tende a ter maior efeito nas bombas, já que a Petrobras controla a oferta.
A subvenção ocorre em um momento em que os preços do biocombustível têm subido nas portas das usinas, saindo dos patamares historicamente baixos registrados entre junho e julho. Segundo a analista Letícia Corrêa, da StoneX, se o aumento nos custos das usinas se refletir nas bombas, pode haver retração da demanda.
Em São Paulo, o preço do etanol hidratado subiu por três semanas consecutivas, reduzindo a vantagem em relação à gasolina. “Esse movimento prejudicaria ainda mais o setor, diante de uma safra extremamente positiva, com volumes elevados de produção”, afirmou Corrêa.
Com informacoes de Globo Rural.

