Focus DIY encerra 120 lojas sem comprador, 3 mil empregados despedem-se e inicia liquidação total

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 10/10/2026 07:40
Focus DIY encerra 120 lojas sem comprador, 3 mil empregados despedem-se e inicia liquidação total

Foto: via O Antagonista

Em maio de 2011 a Focus DIY, rede britânica de materiais para casa e reformas, entrou em administração com 178 lojas em operação, enfrentando um período de dificuldades no consumo doméstico do Reino Unido.

Os administradores, Ernst & Young, anunciaram que a empresa encaminhava o fechamento de aproximadamente 120 unidades, o que acarretaria a perda de cerca de 3 mil empregos, após fracassar na busca por um resgate integral da operação.

Durante o processo, grupos de estabelecimentos foram transferidos para outros varejistas, mas sem garantir a continuidade da empresa como um todo. Entre os compradores de unidades destacaram‑se B&Q, Wickes e B&M, que adquiriram parte das lojas.

A notícia do encerramento das lojas remanescentes registrou a venda de 55 estabelecimentos, preservando aproximadamente 900 postos de trabalho. Contudo, a compra parcial não foi suficiente para manter a operação original da Focus DIY.

A fase de liquidação comercial consistiu na venda dos produtos restantes enquanto se organizava a saída dos pontos de venda. A Gordon Brothers foi contratada para conduzir essa etapa, conforme anunciado pelos administradores da Ernst & Young. Mesmo lojas com descontos e fluxo de clientes ainda podiam estar em processo de fechamento, e o dinheiro obtido com a venda de mercadorias ajudava a realizar ativos disponíveis, sem indicar uma solução para sustentar a rede após o esgotamento do estoque.

Ao subtrair as 55 lojas vendidas das 178 originais, restam 123 unidades; porém, as comunicações sobre o plano de encerramento citaram 120 ou mais de 120 unidades, deixando três lojas sem esclarecimento nos registros públicos.

O fechamento total está associado a até 3 mil demissões, enquanto os acordos parciais preservaram cerca de 900 empregos. É importante notar que nem todos os postos preservados permaneceram dentro da Focus DIY; parte da continuidade ocorreu sob a gestão de outras empresas adquirentes.

Administradores também buscaram compradores para o conjunto completo da rede. Uma possível aquisição liderada pelo ex‑executivo Bill Grimsey foi mencionada na cobertura da época, mas não se concretizou como resgate da rede.

No varejo, a venda de um ponto comercial a um concorrente pode manter a atividade naquele endereço, porém não preserva a empresa que o ocupava. A situação da Focus DIY ilustra a diferença entre reaproveitamento de lojas e continuidade organizacional.

Um resgate exige condições que permitam a atividade continuar, enquanto a venda final de mercadorias pode fazer parte de um processo de encerramento. No caso da Focus DIY, os negócios parciais não reverteram a decisão de fechar a parcela remanescente em 2011, resultando no desaparecimento da operação física para trabalhadores e clientes, embora algumas unidades tenham sido destinadas a outros compradores.

Além da cobertura sobre a Focus DIY, o relatório original também citou outros assuntos de destaque na época, incluindo: Bolsonaro apresenta taquicardia e falta de ar em boletim médico; Fachin aciona a PF para apurar ameaças contra Flávio Dino; Alcolumbre pauta votação da PEC do fim da escala 6×1 para quarta‑feira; Renan Santos reclama de pressão para apoiar Flávio; Eduardo Bolsonaro reage à possibilidade de pedido de extradição pela PF; Crusoé relata que, com apoio do STF, Vaccari volta à cena; Fachin nega pedido de Fux por acesso a inquérito das fake news; homem faz 13 crianças reféns em creche de Curitiba e é morto pela PM; Dino afirma “não precisa matar o juiz” ao relatar ameaças; Justiça condena Soraya a indenizar vice de Flávio por acusação falsa; Prerrogativas aciona PF por suposta articulação de Vorcaro com campanha de Flávio; PT afirma que delação sobre documentário para Lula é peça de propaganda para Flávio; AGU pedirá direito de resposta e correção por reportagem sobre filme de Lula; debate sobre cadeira reservada a Vorcaro em evento de Lula em Paris; discussão sobre se criticar o carnaval configura racismo; tese de Ana Elisa; Operação Speed Bike prende 154 na Paulista; questionamento se Ana Elisa é a “Carla Zambelli do Lula”; filme do Lula traz mensagens de lobista mostrando captação em governos do PT; Trump diz aprovar t.

Com informacoes de O Antagonista.

Tainá Ribeiro Alves

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