Filas, confusão e caos no trânsito marcam manhã do 1º turno em Porto Alegre
A primeira metade da manhã de domingo, dia da votação do primeiro turno, registrou aglomerações nos pontos de votação de Porto Alegre, com eleitores obrigados a permanecer nas calçadas, como na seção instalada no Conselho Regional de Química da 5ª Região (CRQ‑V).
Nos primeiros minutos de funcionamento, o fluxo era discreto. No Colégio Estadual Júlio de Castilhos, situado no bairro Santana, cerca de 30 pessoas estavam presentes logo após a abertura dos portões às 8h. Contudo, a partir da metade da manhã, a situação mudou e multidões começaram a se formar em escolas e outros locais.
Na Escola Estadual Florinda Tubino Sampaio, localizada no bairro Petrópolis, a administradora de prédio Maristale Segala, funcionária da secretaria da unidade, declarou que não esperava filas tão extensas. Ela relatou que, pouco depois das 9h, as entradas das salas de aula onde estavam as urnas eletrônicas começaram a ficar congestionadas, com eleitores cruzando os corredores. Segala acrescentou que não houve aviso prévio sobre o volume de eleitores e que, segundo sua estimativa, em 2024 haveria ao menos dois terços menos de eleitores do que no dia atual.
O CRQ‑V, também em Petrópolis, viu a fila se estender até a calçada a partir do final da manhã, obrigando muitos cidadãos a aguardar ao ar livre. Situação semelhante ocorreu na Escola Estadual de Ensino Médio Otávio Rocha, no bairro Partenon, que está situada no alto de uma lomba estreita. O colégio recebeu eleitores da antiga Escola Estadual Dr. José Carlos Ferreira; o acesso, sobretudo de carro, exigiu paciência. A Brigada Militar foi acionada para controlar o trânsito no entorno. Neuza Fernandes, monitora da escola e administradora de prédio, explicou que a maioria das pessoas não se informa previamente sobre a seção de voto, comparecendo apenas com documento de identidade e desconhecendo a localização exata, o que gera confusão.
George dos Santos, eletrotécnico residente no Parque Santa Fé, zona Norte da capital, chegou ao local levando a cuia de chimarrão. Ele foi realocado da Escola Dr. José Carlos Ferreira para a Escola Estadual de Ensino Fundamental Coronel Aparício Borges, mas, ao chegar, foi informado de que deveria votar no Otávio Rocha. Santos comentou que, por ter carro próprio, conseguiu se deslocar, mas tem receio de que muitos deixem de votar por dificuldades de transporte.
Na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), um dos maiores centros de votação da cidade, eleitores também relataram dificuldade para encontrar suas seções, chegando a desistir da votação por falta de informação sobre mudanças de local.
A Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Fág Nhin, situada na Lomba do Pinheiro, zona Leste, recebeu eleitores das etnias Kaingang e Guarani, além de moradores não indígenas do bairro. Sirlei Ribeiro, professora e secretária da seção eleitoral, ressaltou que a política é tema abordado com os estudantes nos últimos anos da escola e que o ato de votar representa reconhecimento dos povos indígenas e participação nas decisões que afetam toda a sociedade gaúcha e brasileira.
Com informacoes de Correio do Povo.

