Entenda por que a Argentina não pode aposentar a camisa 10 de Messi

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 09/10/2026 08:00
Entenda por que a Argentina não pode aposentar a camisa 10 de Messi

Foto: via ge

Com lágrimas e um gol de pênalti aos 25 minutos do segundo tempo contra o Benin, Lionel Messi se despediu da seleção argentina na última terça‑feira, encerrando uma trajetória marcada por títulos, recordes e momentos emocionantes.

Ao deixar a camisa, o craque agradeceu aos torcedores e à equipe, afirmando: “Foi um orgulho até nos piores momentos” e reforçando seu sentimento de nacionalidade ao dizer: “Sinto orgulho de ser argentino”.

Apesar do legado de Messi, a Argentina não poderá aposentar a camisa 10 em sua homenagem porque a FIFA estabelece critérios rígidos para a numeração dos jogadores em competições internacionais. O regulamento exige que, em torneios como a Copa do Mundo de 2026, as equipes inscrevam até 26 jogadores e atribuam números de 1 a 26, seguindo a ordem estabelecida pelo torneio.

A restrição não obriga que o número 10 seja utilizado em todas as partidas; em amistosos, por exemplo, a Argentina pode optar por não colocar a camisa 10 em nenhum jogador, desde que respeite as regras aplicáveis ao jogo.

A situação não é inédita. Antes da Copa do Mundo de 2002, a Associação do Futebol Argentino (AFA) tentou aposentar a camisa 10 em homenagem a Diego Maradona, mas a iniciativa foi barrada pelas mesmas normas da FIFA, impedindo a oficialização da medida.

Messi passou a vestir a camisa 10 da Argentina em 2009 e, ao longo dos anos, transformou o número em um dos símbolos mais reconhecidos de sua carreira. Com a seleção, conquistou a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo do Catar em 2022, mais uma Copa América em 2024 e foi destaque no vice‑campeonato da Copa de 2026.

Além do campo, a presença de Messi se tornou uma atração urbana em Buenos Aires, onde o ídolo é homenageado em murais, estátuas e pontos turísticos que celebram sua trajetória.

Recentemente, Messi retornou ao Inter Miami nos Estados Unidos, estabelecendo como última grande meta da carreira marcar o milésimo gol, objetivo que ele descreve como um marco simbólico para encerrar sua trajetória como jogador.

Com informacoes de ge.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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