Edmilson Costa usa número 21 na urna e apresenta programa de governo para 2026; outras novidades do pleito eleitoral no Brasil
Nas eleições presidenciais de 2026, Edmilson Costa, candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB), será identificado na urna pelo número 21, tendo como vice‑presidente da chapa Cleusa Santos, também do PCB.
Formado em Economia e doutor em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o candidato nasceu em Pedreiras, Maranhão, e possui histórico de atuação no movimento sindical e acadêmico de esquerda, tendo sido dirigente estudantil e diretor de pesquisa e formação do Instituto Caio Prado Junior. Atualmente, ocupa o cargo de secretário‑geral do PCB.
Esta é a quinta candidatura de Costa a cargos eletivos. Em eleições anteriores, concorreu a senador, prefeito e vice‑de‑São Paulo, além de ter sido candidato a vice‑presidente da República, sempre pelo PCB, sem alcançar a vitória.
O programa de governo apresentado por Costa prevê a ampliação da participação popular na gestão do Estado por meio de orçamento deliberativo, conselhos populares, mandatos revogáveis e a criação de uma Assembleia Constituinte de Novo Tipo. Entre as propostas econômicas, destaca‑se a estatização do sistema financeiro, a fundação de um Banco dos Trabalhadores, a suspensão dos juros da dívida pública e a reestatização de empresas que foram privatizadas, além de uma reforma tributária progressiva.
Na esfera trabalhista, o plano inclui jornada de 30 horas semanais, eliminação da escala 6x1, valorização do salário mínimo e revogação das reformas trabalhista e previdenciária. Na saúde, educação e transportes, o candidato defende a estatização de serviços atualmente privados.
Outras bandeiras do programa abrangem reforma agrária, políticas de moradia e saneamento, transição ecológica, desmilitarização da segurança pública e ampliação de políticas de moradia e saneamento.
No Rio de Janeiro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE‑RJ) identificou quatro prisões por prática de “boca de urna”, conduta que consiste em solicitar votos, distribuir propaganda ou abordar eleitores no dia da votação, prática proibida pela legislação eleitoral.
O mesmo tribunal também alterou o local de votação de quase 700 mil eleitores da Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, transferindo seis seções para fora da comunidade, o que afeta aproximadamente 52 % dos eleitores da região.
Eleitores têm reclamado nas redes sociais das longas filas nas seções eleitorais, apontando desorganização como um dos principais problemas observados nas postagens.
Segundo o ministro Nunes Marques, 1.121 urnas eletrônicas foram substituídas em todo o país. O mesmo ministro informou que, no sábado (3), foram emitidos 6 milhões de novos títulos de eleitor no aplicativo e‑Título, com mais 6 milhões previstos até a parcial de domingo (4).
Analistas estrangeiros acompanharão o primeiro turno da eleição presidencial, pois as pesquisas indicam uma disputa apertada; qualquer pequeno avanço no primeiro turno pode ser interpretado como impulso para um dos dois principais candidatos.
Sobre o voto obrigatório, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas analfabetas e eleitores com 70 anos ou mais; eleitores alfabetizados entre 18 e 70 anos devem comparecer à votação ou justificar a ausência.
O ministro Nunes Marques reafirmou a normalidade do pleito e negou interferência externa, inclusive em relação ao fechamento de embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália, que foi justificado pelos próprios governos em razão das eleições.
Juliana Brizola, ao comentar pesquisas no Rio Grande do Sul, declarou que “soberana mesmo é a urna”, destacando a importância das pesquisas para o cenário eleitoral.
Empresários argentinos têm colocado a eleição brasileira sob observação, avaliando os possíveis impactos de uma vitória de Lula ou de Flávio Bolsonaro sobre comércio e investimentos.
Com informacoes de Valor Econômico.

