PL aposta em jovens e no sobrenome Bolsonaro para repetir sucesso nas eleições de 2024 à Câmara
O Partido Liberal (PL) aposta em jovens políticos e no sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi filiado à legenda, para ter o mesmo sucesso de 2022 nas eleições do domingo (4) para a Câmara dos Deputados.
Há quatro anos, o deputado federal Nikolas Ferreira foi o mais votado do país e teve a companhia de outros correligionários no topo da lista: os ex-deputados federais por São Paulo Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli.
Sem a dupla, o PL paulista terá novos nomes nas urnas na tentativa de repetir a votação de Zambelli, que teve quase 1 milhão de votos, e do filho "03" de Bolsonaro, que recebeu 741 mil votos.
O PL tem a estratégia de colocar candidatos com o perfil de "puxador de votos" em São Paulo e em outros estados para aumentar o número de eleitos pelo partido no sistema proporcional.
O deputado federal Nikolas Ferreira foi o candidato à Câmara dos Deputados mais votado do Brasil nas eleições de 2022 e deve repetir o feito no próximo domingo.
Há quatro anos, ele recebeu 1,49 milhão de votos no estado de Minas Gerais, o que representou 13,3% dos votos válidos do eleitorado mineiro.
O segundo colocado, André Janones (Avante), teve 238 mil votos.
Com 30 anos, Nikolas ainda não tem idade para concorrer ao cargo de senador e à Presidência da República — a idade mínima exigida para concorrer a esses cargos é 35 anos — mas o nome dele já é cotado para uma futura disputa ao Palácio do Planalto.
É jovem, combativo e influente nas redes sociais.
O PL usa a receita de sucesso de Nikolas Ferreira na tentativa de fazer de Lucas Pavanato, 28 anos, o maior "puxador de votos" no estado de São Paulo no próximo domingo.
O vereador paulistano foi o candidato mais votado do país para o cargo nas eleições de 2024, com 161.386 votos.
Após dois anos, Pavanato é uma das principais apostas do PL para a Câmara dos Deputados no maior colégio eleitoral do país.
Com passagem pelo MBL, Pavanato se tornou um influencer com forte atuação política no TikTok e no Instagram, redes sociais que somam a ele aproximadamente 8 milhões de seguidores.
O deputado estadual Gil Diniz aposta no apoio de Eduardo Bolsonaro para concorrer à cadeira de deputado federal.
O parlamentar paulista, que foi assessor do filho de Bolsonaro, defende bandeiras da direita conservadora e o combate ao marxismo cultural, além de se declarar católico.
Ele ficou conhecido na política como "carteiro reaça" pelas posições conservadoras e pelos embates com sindicalistas durante o período em que trabalhou com as entregas dos Correios na zona leste de São Paulo.
Depois de disputar a eleição presidencial de 2022 pelo PTB, Padre Kelmon se filiou ao PL em 2024, quando foi recebido pelo partido em um evento que contou com a presença de Jair Bolsonaro.
O nome do candidato conservador ficou conhecido nacionalmente na última disputa presidencial, quando recebeu 81 mil votos em todo o país.
Recentemente, ele participou do grupo convocado pelo candidato Flávio Bolsonaro para rebater a fake news sobre a suposta intenção de retirar o título de "padroeira do Brasil" de Nossa Senhora Aparecida.
O irmão mais novo do ex‑presidente da República, Renato Bolsonaro, é outro nome cotado para assumir o posto de "puxador de votos" do PL em São Paulo.
Em entrevista à Gazeta do Povo, em fevereiro, ele afirmou que sempre seguiu o irmão e manterá a defesa das pautas alinhadas à direita conservadora, representada por Jair Bolsonaro.
A ex‑esposa do ex‑presidente da República, Rogéria Bolsonaro, é mãe do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, de Carlos e Eduardo.
A candidata não é uma novata na política.
Ela foi eleita duas vezes vereadora no Rio de Janeiro na década de 1990.
Em 2000, Rogéria tentou o terceiro mandato, mas o ex‑marido lançou Carlos Bolsonaro para a Câmara Municipal, que acabou sendo eleito com apenas 17 anos.
Retornou à disputa eleitoral em 2020, quando também não se elegeu como vereadora do Rio.
Neste ano, ela concorre pela primeira vez a um cargo de deputada.
O filho "04" do ex‑presidente, Jair Renan Bolsonaro, foi eleito pela primeira vez há dois anos, quando foi o candidato a vereador mais votado em Balneário Camboriú, no litoral catarinense.
Ele recebeu 3.033 votos, utilizando na urna o nome do pai.
Neste ano, ele concorre ao cargo de deputado federal e adotará nas urnas o nome "Jair Bolsonaro", como estratégia para atrair o voto do eleitorado de Santa Catarina, considerado o estado mais conservador do país.
A deputada federal Júlia Zanatta foi eleita em 2022 com 111,5 mil votos, defendendo bandeiras conservadoras como a liberdade do armamento civil, a legítima defesa da vida e da propriedade e a defesa da liberdade de expressão.
Nacionalmente, a parlamentar catarinense ficou conhecida pelo uso da tiara com flores, traje típico da cultura alemã, além de ter sofrido críticas da esquerda por ter levado a filha para a amamentação durante a ocupação da Mesa da Câmara dos Deputados.
- Quaest registra movimento de voto útil de direita em favor de Flávio Bolsonaro, aponta diretor Felipe Nunes
- Jean Bolsonaro (Jean Carlos Dias Barbosa Lopes) lança candidatura a Deputado Federal pelo PL no Rio de Janeiro
- Datafolha indica liderança de Flávio Bolsonaro em SP, RJ e DF e de Lula em PE no 1º turno
Com informacoes de Gazeta do Povo.

