Disney aposta em remakes live‑action: entre sucessos bilionários e fracassos como Moana

Por Viviane Cristina Santos em Rio Verde, GO 11/09/2026 21:50
Disney aposta em remakes live‑action: entre sucessos bilionários e fracassos como Moana

Foto: de Moana

Nos últimos anos, o estúdio da Disney tem intensificado a produção de remakes em live‑action de suas animações clássicas, e o caso mais recente é a adaptação de Moana, que trouxe atores reais ao elenco dos personagens da obra de 2016.

O filme, porém, não cumpriu as expectativas financeiras: com um orçamento estimado em US$ 250 milhões, arrecadou apenas US$ 308 milhões em todo o mundo, sendo apontado como um dos maiores fracassos da Disney neste ano e também um dos menos bem‑sucedidos dentro do próprio formato live‑action.

Em contraste, a versão live‑action de Lilo & Stitch, prevista para 2025, alcançou mais de US$ 1 bilhão de bilheteria global, proporcionando um alívio ao estúdio após algumas tentativas malsucedidas.

Segundo análise do Canaltech, a persistência da Disney nessa estratégia decorre de fatores econômicos e de marca, mesmo diante de resultados irregulares.

A trajetória dos remakes remonta à década de 1990, quando a empresa lançou adaptações com atores de carne e osso, como 101 Dálmatas (1996), que contou com Glenn Close no papel da vilã Cruella de Vil, e O Livro da Selva (1994), versão ao vivo de Mogli, embora essas produções não tenham gerado o mesmo impacto que projetos posteriores.

Foi em 2010 que a Disney encontrou um ponto de inflexão: o filme Alice no País das Maravilhas, dirigido por Tim Burton, estrelado por Mia Wasikowska como Alice e Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco, ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, gerando também a sequência Alice Através do Espelho em 2016.

O sucesso de Alice desencadeou uma série de lançamentos live‑action nos anos seguintes, incluindo Malévola (2014), Cinderela (2015) e A Bela e a Fera (2017), consolidando a prática como parte da estratégia da Disney.

Os motivos que sustentam essa escolha são múltiplos: a nostalgia atrai o público que cresceu com as animações originais, a força da marca garante uma base de espectadores, e, em um cenário pós‑pandêmico, apostar em histórias já conhecidas reduz o risco de prejuízos comparado a projetos totalmente originais. Mesmo que alguns títulos, como Moana e a futura Branca de Neve (2025), não alcancem os números esperados, o risco financeiro ainda é menor que o de uma produção inédita.

Assim, apesar das oscilações, a Disney continua a investir em remakes live‑action porque muitos desses filmes ainda conseguem gerar receitas bilionárias, ampliam o alcance das obras para novas gerações e reforçam a propriedade cultural da empresa.

Com informacoes de Canaltech.

Viviane Cristina Santos

Sobre o Autor: Viviane Cristina Santos

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