Carolina Kasting fala sobre afastamento da TV, projeto teatral sobre Rosa Luxemburgo e tratamento para distúrbio de imagem

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 13/10/2026 11:00
Carolina Kasting fala sobre afastamento da TV, projeto teatral sobre Rosa Luxemburgo e tratamento para distúrbio de imagem

Foto: via O GLOBO

Carolina Kasting retomou sua formação acadêmica ao ingressar em uma graduação em Teatro, pois sua preparação anterior datava de 30 anos atrás, quando concluía um curso técnico sem diploma. Ela finalizou o bacharelado na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e já manifesta a intenção de iniciar um mestrado.

Durante o período longe da televisão, a atriz ampliou sua atuação para as artes plásticas, a performance e a poesia, mantendo-se ativa no universo artístico.

Agora, Carolina planeja retornar ao teatro com um projeto ainda em fase inicial, sem data de estreia definida, que tem como tema a filósofa polonesa Rosa Luxemburgo. Ela afirma que chamará pessoas muito importantes para participar da empreitada, que contará com duas outras atrizes em cena e que a equipe será basicamente toda feminina.

Além do teatro, a atriz também poderá ser vista novamente no audiovisual, embora ainda não possa divulgar detalhes. Ela se declara feliz com a retomada, que será prazerosa, e reforça que nunca deixou de ser atriz, mantendo projetos constantes e permanecendo envolvida com artes plásticas e performances.

Aos 51 anos, Carolina avalia que está "no melhor momento da vida", descrevendo-se mais bonita, capaz, potente, sensual e com mais força de vida. Segundo ela, a maturidade trouxe uma maior consciência sobre si mesma, o mundo, a sociedade e os outros, possibilitando reparações de traumas e opressões vividos na juventude, quando havia grande necessidade da opinião alheia. "Agora, eu mesma me dou o aval", afirma.

Ela comenta que, ao chegar a determinada idade, a mulher já fez tudo que poderia: foi mãe, trabalhou, foi jovem, e não deveria entrar em declínio. Para Carolina, a experiência de vida tem sido o oposto, pois trabalhou intensamente na juventude, participando de novela após novela, e mantém atenção à valorização de seu trabalho. Por isso, costuma receber comentários como "Nossa, como você não envelhece".

Recentemente, substituiu a palavra "envelhecer" por "amadurecer", pois a ideia de decadência não lhe convém. "O tempo passa, só que ele passa bem", declara.

Com essa maturidade, ela passou a entender que o padrão corporal imposto era um paradigma que não valorizava a singularidade de cada indivíduo. Vinda do balé clássico, depois como modelo, ingressou no teatro e, posteriormente, na televisão, encontrando em cada espaço formas diferentes de se adequar a esse padrão. Estruturalmente, corpo e mente aprendem que, para ser bonita, é preciso atender a esse padrão, o que ela descreve como violento.

Ao alcançar uma idade em que a produção hormonal muda, Carolina buscou entender a alimentação adequada para sua fase. Ela percebeu que construía uma imagem própria para corresponder ao padrão, mas ao chegar à maturidade questionou: "Por que eu preciso ter esse padrão? Se as curvas são bonitas, se o prazer que sinto com meu corpo é maior do que isso, por que viver em restrição alimentar?".

Foi então que procurou ajuda para lidar com um distúrbio de imagem, que cria um hiato entre a imagem real e a autoimagem. Ela relata que se via fora do peso ao se olhar no espelho, embora não fosse o caso.

Carolina é casada há 27 anos com o designer e diretor Maurício Grecco. O casal tem duas filhas: Cora, de 21 anos, que também segue a carreira de atriz, e Tom, de 10 anos.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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