As 10 principais apostas do PT para o Senado nas eleições de 2026

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 04/10/2026 08:20
As 10 principais apostas do PT para o Senado nas eleições de 2026

Foto: via Gazeta do Povo

O Partido dos Trabalhadores definiu sua estratégia para o pleito senatorial deste domingo (4), apostando em ex-ministros dos governos Lula e Dilma, em candidatas mulheres e em senadores que buscam a reeleição por mais oito anos, além de nomes com forte capital político regional para confrontar a oposição nas urnas.

Um dos principais obstáculos do partido será a reeleição do senador Jaques Wagner, da Bahia, que está sob investigação por supostas relações com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e pela participação de Lima na privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pela rede de mercados Cesta do Povo, quando Wagner era secretário estadual do ex-governador Rui Costa.

Gleisi Hoffmann, ex‑ministra, é deputada federal pelo Paraná e uma das mais influentes dirigentes nacionais do PT. Presidiu o partido de 2017 a 2025, ocupou a Casa Civil no governo Dilma Rousseff e, em 2025, assumiu o Ministério das Relações Institucionais do governo Lula. Deixou o ministério no mesmo ano para concorrer ao Senado pelo Paraná, após indicação de Lula, e foi oficializada ao lado do ex‑deputado federal Dr. Rosinha.

Benedita da Silva, figura histórica do PT no Rio de Janeiro, é assistente social, ex‑senadora, deputada federal por diversos mandatos e governadora do estado em 2002. Também foi ministra da Assistência e Promoção Social no primeiro governo Lula e, em 2026, disputa novamente uma vaga ao Senado pelo Rio.

Marília Campos, ex‑prefeita de Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte) por dois mandatos, filiada ao PT desde a década de 1980, já foi deputada estadual e chegou a ser cotada para a governadoria de Minas Gerais, mas optou por manter a candidatura ao Senado. Atualmente, é considerada a principal liderança petista em Minas Gerais.

Fabiano Contarato, delegado de polícia e professor universitário, foi eleito senador em 2018 pela Rede Sustentabilidade, tornando‑se o primeiro senador gay do Brasil. Posteriormente filiou‑se ao PT e ficou conhecido por sua atuação em segurança pública, direitos humanos e defesa de minorias. Em 2026, busca a reeleição pelo Espírito Santo e presidiu a CPI do Crime Organizado, concluída em 2026 sem aprovação do relatório final.

Jaques Wagner, ex‑governador da Bahia por dois mandatos, foi ministro do Trabalho e Emprego e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma. Eleito senador em 2018, tornou‑se uma das lideranças principais do PT no Congresso. Este ano, deixou a liderança do governo Lula no Senado após ser alvo da operação Compliance Zero, que investiga fraudes do Banco Master e as relações políticas do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro.

Rui Costa, ex‑governador da Bahia (2015‑2022) e ex‑deputado federal, assumiu a Casa Civil do governo Lula de 2023 a 2025. É uma das lideranças baianas do PT e aliado próximo do presidente Lula. Em 2026, concorre ao Senado pela Bahia ao lado de Jaques Wagner.

Humberto Costa iniciou a carreira como vereador em Recife, foi deputado estadual e federal e chegou ao Senado em 2011. Atuou como ministro da Saúde no primeiro governo Lula e, reeleito senador em 2018, disputa nova eleição em 2026.

Eliziane Gama começou como deputada estadual no Maranhão, depois foi eleita deputada federal por três mandatos. Eleita senadora em 2018 pelo PPS (posteriormente Cidadania), ingressou no PSD e, em seguida, no PT. No Congresso, destacou‑se por sua participação em comissões e CPIs e lidera a bancada feminina no Senado.

Randolfe Rodrigues foi deputado estadual pelo Amapá, depois deputado federal, e eleito senador em 2010. Passou pelo PSOL e pela Rede antes de ingressar no PT, tornando‑se uma das principais lideranças do governo Lula no Senado e ocupando a liderança do governo na Casa. Em 2026, concorre novamente ao Senado pelo Amapá.

Jorge Viana, engenheiro florestal e empresário, foi prefeito de Rio Branco e governador do Acre por dois mandatos antes de chegar ao Senado em 2011. Também presidiu a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Historicamente filiado ao PT, construiu sua carreira em torno do desenvolvimento regional e da agenda ambiental.

Além das disputas eleitorais, o Judiciário tem interferido no processo, provocando reviravoltas, e a Globo cancelou o debate presidencial previsto, reduzindo o tempo de transmissão a menos de uma hora.

Com informacoes de Gazeta do Povo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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