Aliados de Flávio Bolsonaro e Lula mobilizam eleitores nas redes nas vésperas do segundo turno
Com 17 dias restantes para o segundo turno das eleições presidenciais, apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) organizam força‑tarefa nas redes sociais para tentar diminuir a abstenção e captar eleitores indecisos. O cenário é marcado pela menor diferença já registrada em um primeiro turno desde a redemocratização, com 1,87 ponto percentual, o que equivale a cerca de 2,2 milhões de votos.
O canal “Tropa do Flávio” foi criado na última terça‑feira, dia 6, e, até a tarde de quinta‑feira, dia 8, contava com mais de 266 mil seguidores. A iniciativa foi divulgada nas redes oficiais do candidato e de aliados, entre eles Nikolas Ferreira (PL‑MG), deputado federal mais votado da história da Câmara. Entre as mensagens divulgadas, há um guia com orientações para combater o que consideram notícias falsas contra Flávio Bolsonaro, recomendando, por exemplo, não engajar e acessar o Google no celular para mostrar a alguém na rua. O guia também orienta a pedir o voto de indecisos “com educação”. Uma das publicações exorta: “Tropa do Flávio, é hora de agir! Mostre para o Brasil que a direita é unida, forte e organizada! Poste nos stories e faça disparos nos grupos de WhatsApp”. O candidato também mantém um canal oficial que reúne resultados de pesquisas e falas de agenda de campanha.
No campo oposto, o “Exército do Lula” é coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede‑MG), conhecido por sua postura combativa nas redes. Até a tarde de quinta‑feira, o canal já ultrapassava 2,6 milhões de seguidores, com meta de alcançar 3 milhões. Entre as mensagens, Janones escreveu: “Ou vocês param de brincar e começam a chamar gente pra cá AGORA, ou vamos perder essa eleição”. Em outra publicação, afirma que “nas redes que perdemos e é nas redes que vamos vencer”.
Outros aliados também participam da mobilização. A deputada federal eleita Luna Zarattini (PT) divulgou o grupo “Bora Lula 2° Turno”, informando que já estão no sexto grupo, pois os anteriores atingiram o limite de membros. As diretrizes incluem missões para os seguidores, como postar conteúdos no status do WhatsApp e realizar panfletagens nas ruas.
Na quarta‑feira, dia 7, Lula se reuniu com parlamentares aliados eleitos e com grande número de seguidores nas redes sociais para recalcular a estratégia digital. Após o encontro, o presidente publicou uma série de vídeos no formato selfie. Em entrevista ao GloboNews Mais, o deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL‑SP), participante do encontro, afirmou que a esquerda demorou a entender a centralidade das redes sociais na disputa política e que não é mais possível separar a rede da vida real. Segundo Cortez, a campanha de Lula se mostrou aberta à participação de eleitos com boa presença nas redes nesta segunda etapa da disputa.
Como já relatado em cobertura anterior do portal, Flávio Bolsonaro tem intensificado sua presença digital, inclusive com anúncios liberados que associam o presidente Lula a temas como o caso do INSS e cassinos ilegais. A atual mobilização nas redes reforça a estratégia de ambos os candidatos de usar plataformas digitais para engajar eleitores e influenciar o resultado do segundo turno.
Com informacoes de G1 Política.

