Tiroteio na Gardênia Azul deixa subtenente do Bope morto e quatro policiais militares feridos

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 11/10/2026 12:20
Tiroteio na Gardênia Azul deixa subtenente do Bope morto e quatro policiais militares feridos

Foto: via G1

Na manhã deste domingo (11), um tiroteio na região da Gardênia Azul, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, resultou na morte de um subtenente do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e deixou quatro policiais militares feridos.

O policial falecido foi identificado como Gláucio Marcelo Fonseca da Silva. Ele era irmão do 3º sargento Heber Carvalho, que havia perdido a vida em confronto na megaoperação do Complexo da Penha há quase um ano, considerada a mais letal da história do Rio, com mais de 120 mortos.

Os quatro agentes feridos são três integrantes do BOPE e um do 18º Batalhão de Polícia Militar (Jacarepaguá). Todos foram conduzidos ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, localizado na Barra. Dois deles já receberam alta médica, enquanto os outros dois passaram por cirurgia e encontram-se em quadro estável.

Segundo as primeiras informações, o subtenente chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. As autoridades policiais abriram investigação para apurar as circunstâncias do confronto.

Testemunhas relataram que policiais do 18º BPM confundiram a equipe do BOPE com criminosos durante um patrulhamento na região do Beco do Saci, o que teria desencadeado o tiroteio. Há relatos de que viaturas descaracterizadas estavam em operação no local.

De acordo com o Centro de Operações Rio (COR), duas faixas da Avenida Ayrton Senna foram interditadas na altura do Espaço Hall, sentido Linha Amarela, por volta das 6h30, como medida de contenção da ocorrência.

Informações da polícia indicam que agentes do 18º BPM receberam alerta sobre a presença de homens armados na Rua Guilherme Moreira. Ao chegarem ao endereço, o disparo começou. Uma foto divulgada mostrou a viatura do batalhão local com múltiplas marcas de tiros, e um vídeo gravado pouco depois exibiu sangue e cápsulas de munição espalhadas no chão, evidenciando a intensidade do confronto.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, com perícia realizada no local por volta das 10h. A Rua Guilherme Moreira permaneceu fechada na manhã de domingo.

Moradores da região reclamam da má conservação do asfalto e da iluminação precária nesse trecho, afirmando que o local se torna perigoso e escuro durante a noite.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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