Stephanie Mills critica Oprah e defende Michael Jackson em entrevista ao podcast Club Shay Shay
Stephanie Mills, cantora vencedora do Grammy e veterana da Broadway, participou do podcast Club Shay Shay, apresentado por Shannon Sharpe, para defender Michael Jackson e criticar Oprah Winfrey; a entrevista foi divulgada em 4 de novembro de 2026.
Mills questionou a decisão de Oprah, tomada em 2019, de conceder palco a Wade Robson e James Safechuck, cujas acusações contra Jackson foram abordadas no documentário Leaving Neverland, da HBO, lembrando que o artista foi absolvido de todas as acusações no julgamento criminal de 2005.
A cantora ressaltou que Oprah conhecia Michael Jackson pessoalmente e chegou a visitar a casa dele, o que, na avaliação de Mills, torna ainda mais questionável a exposição das alegações, afirmando que não vê necessidade de um encontro privado para resolver a divergência e acreditando que as pessoas envolvidas sabem o que fizeram.
A crítica foi estendida a Gayle King, e Mills ampliou o tom ao discutir, em sua visão, como as duas apresentadoras trataram celebridades negras, citando Michael Jackson e Whitney Houston e perguntando por que foram mais rápidas em comentar ou ridicularizar esses nomes do que em cobrar figuras brancas de alto perfil, como Harvey Weinstein e Taylor Swift.
Mills declarou que continuará defendendo Whitney Houston e que não pretende assistir passivamente a ataques contra a cantora.
Sobre Jackson, Mills recordou que a amizade dos dois começou nos bastidores da produção teatral de The Wiz, montagem que mais tarde ganhou adaptação cinematográfica em 1978, com Jackson no papel do Espantalho; na época, ela já acompanhava o trabalho do Jackson 5 e, como muitas meninas negras de sua geração, sonhava em se casar com ele.
Ela contou que conviveu com Jackson e as irmãs dele durante as gravações de The Wiz, cozinhava para o cantor, trançava o cabelo dele e cuidava da roupa; considerava-o seu namorado, embora Jackson não retribuísse o título, e garantiu que isso não a incomodava.
Essas lembranças foram usadas por Mills para explicar por que segue defendendo o amigo quando sua conduta ou legado são questionados, descrevendo Jackson como alguém de fala mansa, mas que não podia ser intimidado, não frágil e que sabia se impor.
Mills ainda relembrou o acidente com a Pepsi em 1984, quando Jackson sofreu queimaduras graves durante a gravação de um comercial, sugerindo que as dores e o uso de analgésicos a partir daquele episódio podem ter marcado o início das dificuldades enfrentadas pelo artista.
No tema do filme biográfico Michael, Mills disse ter se emocionado ao assistir à produção e elogiou a atuação de Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, afirmando que o longa teria agradado a Michael por concentrar‑se na música e na carreira extraordinária dele, em vez de dedicar espaço a controvérsias desnecessárias; ela admitiu que a experiência também lhe trouxe tristeza, pois gostaria que o amigo estivesse vivo para ver o resultado.
A cantora aproveitou para elogiar Chris Brown, descrevendo‑o como o artista contemporâneo mais próximo de Jackson em dança, canto e precisão, mas afirmou que não acredita que Brown deva interpretar Jackson em uma cinebiografia porque os dois não se parecem fisicamente, lamentando ainda que Brown não tenha participado da homenagem a Jackson no American Music Awards em novembro de 2022, decisão que, segundo Mills, foi atribuída a uma questão de direção criativa.
Mais de dezessete anos após a morte de Jackson, Mills afirmou que continuará se manifestando quando considerar que o amigo ou outros artistas negros estão sendo tratados de forma injusta, deixando claro que não pretende recuar em suas críticas públicas.
Com informacoes de SpaceMoney.

