São Paulo registra 37 casos confirmados de sarampo, com 33 na capital
Um novo diagnóstico de sarampo foi registrado no estado de São Paulo, conforme o balanço epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES‑SP) nesta quinta‑feira (24/9). O caso corresponde a um homem de 42 anos, residente na capital, que não possui histórico de vacinação.
Com a inclusão desse paciente, o total de casos confirmados no estado chega a 37. Desses, 33 são moradores da cidade de São Paulo, dois são de São Bernardo do Campo, um de Guarulhos e um de Santo André.
Em 27 das 37 ocorrências, os pacientes não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto, segundo informações da pasta de Saúde.
Até o momento, quatro cadeias de transmissão foram identificadas em São Paulo no ano de 2026. A primeira, detectada entre março e abril e vinculada a dois casos provenientes do exterior, foi declarada encerrada após 12 semanas sem novos relatos relacionados. As demais cadeias, surgidas nos meses de junho, julho e agosto, continuam sob monitoramento das equipes estaduais e municipais.
Diante do aumento no número de casos, o governo paulista reforça a campanha de vacinação contra o sarampo para toda a população de 0 a 59 anos. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 645 municípios do estado.
O esquema vacinal recomendado inclui a primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda dose aos 15 meses, com intervalo mínimo de 30 dias entre as duas aplicações. Devem ser vacinados aqueles que ainda não tenham duas doses registradas, bem como quem tenha apenas uma dose anotada na caderneta ou que possua duas doses independentemente da idade.
A dose zero da tríplice viral continua sendo oferecida a crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que residam nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, ou a crianças dessa faixa que tenham tido contato com casos suspeitos ou confirmados, conforme avaliação das equipes de vigilância. Essa dose suplementar não substitui as doses previstas no calendário, de modo que a criança deve receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, mesmo que já tenha sido vacinada antes de completar um ano.
Com informacoes de Metrópoles.

