Restos mortais e parte de camiseta são encontrados em busca do pedreiro José Aparecido Ferreira, morto em suposto "tribunal do crime" em Itanhaém
A Polícia Civil encontrou ossos e um pedaço da camiseta que podem pertencer ao pedreiro José Aparecido Ferreira, de 63 anos, conhecido como Zezinho, enquanto realizava buscas relacionadas a um suposto "tribunal do crime" em Itanhaém, litoral de São Paulo.
A descoberta ocorreu em um bananal, local indicado por Murilo da Silva de Oliveira, suspeito de participar do sequestro ocorrido em 18 de fevereiro. Os vestígios foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames de DNA deverão confirmar a identidade ainda nesta semana.
Gravações de câmeras de segurança mostram Zezinho, na época, pedalando na Rua Emídio de Souza, bairro Jardim Oásis, quando foi agredido, capturado e colocado em um carro. O vídeo registra Murilo perseguindo, agredindo e sequestrando o pedreiro após acusações não comprovadas de assédio a crianças.
Segundo a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém, a mãe de Murilo conduzia o veículo inicialmente. Posteriormente, a condução foi repassada a Orlando Tavares de Souza, enquanto Murilo e Ednaldo da Silva, conhecido como "Bahia", seguravam a vítima no banco traseiro.
Murilo da Silva de Oliveira foi preso em 28 de agosto; Orlando Tavares de Souza, em 5 de setembro; e Ednaldo da Silva, na sexta‑feira, 9 de setembro, após ser localizado na casa de uma parente em Campinas (SP). Os três são investigados pelos crimes de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver.
A esposa de Orlando, proprietária do carro usado no crime, e a mãe de Murilo permanecem foragidas. A defesa de Murilo, por meio de nota, negou qualquer envolvimento em práticas de "tribunal do crime" ou em organização criminosa. Até o momento, a reportagem não conseguiu localizar a defesa dos demais acusados.
Uma parente que preferiu não se identificar relatou que Zezinho completaria 64 anos em novembro, era pai de cinco filhos e, como pedreiro, ajudou a construir as casas deles. Ela destacou seu legado de amor, força e resolução de problemas, citando: "Ensinou a entender as pessoas, a ter mais atenção, respeito, carinho … E principalmente a ser forte. Tem algum problema? Resolve o problema. Tudo para ele sempre foi resolver".
Com os exames de DNA programados, a polícia espera confirmar a identidade dos restos e avançar nas investigações contra os suspeitos ainda foragidos.
Com informacoes de G1.

