Promotores britânicos acusam Russell Brand de ser predador sexual implacável

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 14/10/2026 11:40
Promotores britânicos acusam Russell Brand de ser predador sexual implacável

Foto: via G1

O ator e comediante britânico Russell Brand, de 51 anos, que já foi casado com a cantora Katy Perry, está sendo julgado na Corte da Coroa de Southwark, em Londres, por acusações de três estupros, três agressões sexuais e uma importunação sexual, todas supostamente praticadas contra seis mulheres distintas.

A promotora responsável pelo caso, Riel Karmy‑Jones, descreveu Brand como um predador sexual implacável, calculista e manipulador, cujo desejo sexual seria “indiscriminado e voraz”. Segundo a acusação, o comportamento do réu teria sido constante ao longo de uma década, independentemente de as vítimas terem resistido ou não às investidas.

Brand negou todas as acusações, afirmando que não se lembra dos episódios descritos e que nunca participou de atos sem consentimento. Em depoimento escrito à polícia, ele reconheceu ter mantido relações sexuais em cubículos de banheiro durante festas, mas rejeitou qualquer prática forçada. Na entrada da corte, declarou estar “abençoado” e esperançoso de que o processo traga resultados positivos para todas as partes.

O primeiro caso remonta a 1999, quando Brand se apresentava em um show paralelo à Conferência do Partido Trabalhista em Bournemouth. A denunciante, que acreditava que o comediante fosse gay, contou que o convidou ao seu quarto de hotel para conversar sobre uma causa comum, mas acabou sendo estuprada por ele naquele ambiente.

Em 2001, Brand foi acusado de tentar arrastar uma funcionária da MTV Europe para um cubículo de banheiro, onde teria tentado forçar contato sexual.

Três anos depois, em 2004, outra mulher afirmou que Brand a conduziu a um cubículo de banheiro em um bar e a estuprou oralmente.

Por volta de 2004 ou 2005, uma colaboradora de uma empresa de mídia alegou ter sido agredida sexualmente por Brand em seu próprio escritório.

A quinta denunciante, identificada como fã, relatou ter tido relações consensuais na casa de Brand em 2009, mas que, posteriormente, foi submetida a um estupro anal.

A sexta acusação, também de 2009, envolve uma funcionária do Channel 4 que disse que Brand lhe pediu uma massagem e, em seguida, pressionou seu rosto contra sua região genital.

A promotora também trouxe ao processo o depoimento de um colega de palco de Brand, que teria ouvido o ator se gabar da intenção de dormir com 5 000 mulheres ao longo da vida, reforçando a imagem de desejo sexual desenfreado descrita pela acusação.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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