Pix por Aproximação: Novo Limite sem Teto de R$ 500 entra em vigor

Por Ronaldo Batista Souza em Rio Verde, GO 01/10/2026 10:39
Pix por Aproximação: Novo Limite sem Teto de R$ 500 entra em vigor

Foto: Money Times

O Pix por aproximação passou a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1). O Banco Central retirou o teto específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento. Com a mudança, o cliente poderá pedir ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados às operações, que continuarão sujeitos às regras de segurança de cada conta.

Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente. O limite continuará sendo determinado pelas configurações de segurança e pelos valores estabelecidos para cada cliente. Até agora, o Pix por aproximação tinha uma restrição específica: cada transação realizada pela modalidade não poderia ultrapassar R$ 500. O teto fixo de R$ 500 deixa de existir; o cliente poderá pedir aumento ou redução dos limites; os pagamentos poderão superar R$ 500, desde que estejam dentro dos limites da conta; o banco deverá disponibilizar uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo; as regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.

Não haverá, portanto, um novo teto único para substituir os R$ 500. Um cliente poderá fazer uma transação de R$ 600 ou de R$ 1.000 por aproximação se o limite de sua conta assim permitir. A mudança do limite será feita pelo aplicativo da instituição financeira. A ferramenta deverá permitir que o cliente gerencie os valores autorizados para esse tipo de operação.

O procedimento pode variar conforme o banco, mas a lógica será: acessar o aplicativo da instituição; acessar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação; pedir o aumento ou a redução do valor permitido; seguir as etapas de autenticação exigidas pelo banco.

A retirada do teto específico de R$ 500, portanto, não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas.

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados. Disponível desde fevereiro de 2025, a modalidade pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis. Para usar o recurso por meio de uma carteira digital, é necessário primeiro vincular a conta bancária ao serviço: abra a carteira digital do celular; escolha a opção de vincular uma conta; autorize a vinculação do Pix por aproximação. Depois de configurado, o pagamento segue uma dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular. Informe ao estabelecimento que fará o pagamento via Pix; confira os dados e o valor da cobrança; dependendo da configuração do banco e da carteira digital, pode ser necessário autenticar a operação antes da conclusão.

A possibilidade de realizar pagamentos maiores por aproximação exige atenção redobrada do usuário. Como o celular pode concluir a operação sem que seja necessário abrir o aplicativo bancário em determinadas situações, é importante conferir o valor e os dados da cobrança antes de autorizar o pagamento. Entre os principais cuidados estão: conferir o valor exibido na maquininha e no celular; verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho; manter bloqueio de tela e mecanismos de autenticação ativos; não entregar o celular desbloqueado a terceiros; acompanhar as notificações das transações; revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco.

Criação pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados no país. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações. O Pix por aproximação, no entanto, ainda engatinha para conquistar o interesse do usuário. Em agosto, a modalidade registrou apenas 2 milhões de transações, apenas 0,06% do total de operações no mês. Apesar da baixa adesão, o volume de transações do Pix por aproximação cresce de forma expressiva. Em janeiro, o total de operações na modalidade somava 1,06 milhão.

Esta mudança acompanha o foco do Bradesco em expandir o uso do Pix, como demonstrado na recente cobertura do banco sobre a primeira operação piloto de Pix internacional, que reforça a estratégia de inovação digital da instituição.

Com informacoes de Money Times.

Ronaldo Batista Souza

Sobre o Autor: Ronaldo Batista Souza

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