Pitty lança álbum autointitulado com 13 faixas que revisitam o punk rock, pop contemporâneo e metal

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 18/10/2026 01:41
Pitty lança álbum autointitulado com 13 faixas que revisitam o punk rock, pop contemporâneo e metal

Foto: via G1

Na sexta‑feira, 16 de outubro, a cantora, compositora e instrumentista baiana Pitty lançou seu sexto álbum solo de estúdio, intitulado “Pitty”, disponível em edição digital, LP e CD fabricados pela gravadora Deck.

O novo disco chega sete anos após “Matriz” (2019), álbum que marcou a troca de chip da artista ao expandir a sonoridade para além do rock tradicional, incorporando influências da Bahia natal.

“Pitty” conta com 13 faixas produzidas por Rafael Ramos em parceria com a própria Pitty, mantendo a energia de “Sobremesa”, single que antecedeu o álbum e que trouxe um rock de cepa punk ao público.

A faixa “Não à deriva” traz um som que tangencia o stoner rock, reativando o chip do punk rock que caracterizou a primeira fase da carreira da artista.

Em “Desobediente”, Pitty flerta com o peso do metal e encerra com toques de música oriental, produção feita com a adesão de Nave.

O blues‑rock “Álbum de casamento” revela as dores de uma separação recente; na letra, a roqueira declara: “Eu vou botar no papel tudo o que doer / É caminho pra absorver, trilha pra elaborar / … / Devolva minhas senhas, eu confiei em você / A minha autoestima, não precisa devolver / Eu já tomei de volta a posse do que é meu / Minha arte, meu corpo, minha maternidade / A minha insanidade quem resolve sou eu”.

“Pileque de poeta”, faixa que conta com a adesão de Felipe Vassão (coprodução, programação e teclados), acena para a pista do pop contemporâneo, destoando do tom geral do álbum.

Já “Sobriedade seletiva”, também com colaboração de Vassão, integra elementos de punk‑disco e house, mantendo a atmosfera roqueira da obra.

A música “Amiga”, endereçada a uma destinatária de identidade desconhecida, mistura rock com um fugaz flerte ao universo do tecnobrega.

“Caminhada” destaca‑se como balada que versa sobre sororidade feminina; a letra inclui: “Não estamos sozinhas, embora tentem dizer / Que a nossa única escolha é ceder ou morrer / A gente se reconhece pelo rastro e pela voz / O que tentaram quebrar em ti dói em todas nós / Não aceito que te calem, não aceito o teu fim / Cuidar de você é também cuidar de mim”.

Em “Cuidada”, Pitty faz um acerto de contas afetivo com a mãe, refletindo sua experiência como mãe de Madalena, pré‑adolescente: “Hoje eu entendo / O que eu não tinha como / Tantas vezes eu atrapalhei seu sono”.

Outras faixas como “Madame” reforçam a fúria incandescente das guitarras, enquanto o álbum se encerra com “Nó”, rock sobre recomeço que traz o verso: “Pior que cair é nem tentar andar”. A produção conta ainda com a guitarra de Martin Mendonça, o baixo de Paulo Kishimoto, a bateria de Nico e os teclados de Rodrigo Tavares.

Com 49 anos completados em 7 de outubro, Pitty traz ao disco a maturidade de quem superou problemas de saúde, vivenciou uma separação dolorosa e assumiu a maternidade, elementos que permeiam as letras inteiramente assinadas pela artista, sem parceiros externos.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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