Piloto indiano esfaqueado em voo da FlyDubai para Israel reage e ajuda a pousar avião com 180 pessoas na Arábia Saudita
O piloto indiano Smit Machchhar foi vítima de um ataque a facadas na cabine de um voo da FlyDubai com destino a Israel.
Machchhar acumula quase 10 mil horas de voo, trabalhou 11 anos na companhia aérea indiana SpiceJet e ingressou na FlyDubai em 2022.
O copiloto, natural de Omã, abordou o piloto com uma faca enquanto a aeronave seguia rumo a Israel, numa tentativa de derrubar o avião que transportava 180 pessoas a bordo.
Apesar de ser esfaqueado várias vezes e arremessado ao chão, Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine, permitindo que os passageiros entrassem e ajudassem a conter o agressor.
Dois pilotos de reserva da FlyDubai, que viajavam a bordo para assumir o turno a partir de Israel, assumiram o controle da aeronave e pousaram em segurança na Arábia Saudita.
Tanto o piloto quanto o suspeito foram hospitalizados após o pouso, conforme informou a TV israelense Channel 12.
Doron Spielman, porta‑voz do gabinete do primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu, declarou à Reuters que, nos últimos momentos em que ainda tinha energia, Machchhar acionou a abertura da porta da cabine.
Imagens divulgadas após o incidente mostram o piloto coberto de sangue, usando máscara de oxigênio, com a mão sobre o abdômen onde estava um dos ferimentos, parcialmente coberto por uma bandagem ensanguentada.
Israel abriu investigação para classificar o esfaqueamento como ato de terrorismo; o copiloto, em depoimento, afirmou ter agido sozinho.
Autoridades israelenses confirmaram que o agressor estava diante dos controles, golpeando‑os, e que o voo foi desviado para a Arábia Saudita.
Fontes citadas pelo Jerusalem Post revelaram que o homem era cidadão de Omã e trabalhava na FlyDubai há menos de um ano.
Um passageiro a bordo relatou que, ao perceber a situação, puxou os controles e ajudou a impedir a queda do avião.
Com informacoes de G1.

