Os maiores contratos individuais de patrocínio no futebol: de Cristiano Ronaldo a Kylian Mbappé
Nike, Adidas e Puma movimentaram cifras gigantescas para associar suas marcas às maiores estrelas do futebol — e a chegada de Kylian Mbappé à On pode inaugurar um novo modelo de parceria.
David Beckham foi um dos pioneiros ao transformar sua relação com a Adidas em um negócio de enorme dimensão comercial. Em 2003, foi noticiado que o inglês poderia assinar um contrato vitalício avaliado em mais de 160,8 milhões de dólares (cerca de R$ 784 milhões na cotação da época). Os relatos indicavam cerca de 80 milhões de dólares pagos inicialmente, além de participação em receitas ligadas a produtos associados ao jogador. A própria Adidas negou naquele momento que estivesse negociando um novo contrato vitalício com Beckham, de modo que o valor de 160,8 milhões deve ser tratado como uma estimativa da imprensa, e não como cifra confirmada pela empresa.
Em 2016, Cristiano Ronaldo assinou um vínculo descrito como vitalício com a Nike, cujo número mais divulgado chega a impressionantes até 1 bilhão de dólares (cerca de R$ 3,2 bilhões na cotação da época da assinatura). A Nike nunca detalhou publicamente todos os termos financeiros; o valor representa uma projeção de longo prazo do potencial do acordo, não uma quantia entregue de uma só vez. As estimativas sobre os ganhos anuais de Ronaldo variaram ao longo dos anos, enquanto sua linha CR7 ampliou ainda mais o alcance comercial da parceria, colocando o português em um grupo extremamente restrito de atletas ligados à Nike por acordos dessa magnitude.
Em 2017, Lionel Messi anunciou uma extensão considerada vitalícia com a Adidas, que já o acompanhava desde 2006. Embora a Adidas não tenha divulgado oficialmente os números, estimativas publicadas ao longo dos anos colocaram a remuneração anual de Messi acima de 12 milhões de dólares (cerca de R$ 61 milhões), com algumas projeções chegando a cifras consideravelmente maiores. Ao contrário de Ronaldo, nunca houve uma estimativa consolidada sobre o valor total do vínculo ao longo de toda a sua duração.
Depois de aproximadamente 15 anos ligado à Nike, Neymar assinou com a Puma em setembro de 2020. Relatos publicados na época colocaram seu novo contrato entre os mais valiosos do futebol em remuneração anual, com cifras próximas de 30,8 milhões de dólares por temporada (cerca de R$ 169 milhões na época da assinatura). O brasileiro citou nomes como Pelé, Johan Cruyff e Eusébio entre as referências históricas que já haviam utilizado produtos da Puma, transformando a troca de chuteiras em um marco simbólico para a marca.
Erling Haaland retornou à Nike em 2023 após um período sem vínculo exclusivo. As cifras publicadas sobre o novo acordo variam entre 20 e 24 milhões de dólares por temporada (101 a 122 milhões de reais, segundo a cotação da época). Caso esses valores sejam mantidos durante uma década, o negócio poderia chegar a algo entre 200 e 240 milhões de dólares (1,01 a 1,22 bilhão de reais). Haaland já utilizava produtos da empresa desde a adolescência e agora figura como uma das principais estrelas da estratégia da Nike no futebol.
Kylian Mbappé, que já havia sido destaque ao marcar seu 71º gol na Champions League em 09/09, decidiu deixar a Nike após quase duas décadas e se tornar um dos rostos da entrada da suíça On no futebol. A mudança, anunciada recentemente, acrescenta um novo capítulo à disputa entre as fabricantes de material esportivo, embora os termos financeiros ainda não tenham sido divulgados oficialmente. Não é a primeira vez que Mbappé aparece nas manchetes do fantom.news, como demonstrado na cobertura sobre o plano de sequestro contra o atacante em 02/09.
Com informacoes de Trivela.

