NASA revela cratera lunar McGetchin, maior formação recente do Sistema Solar
A NASA divulgou nesta quarta-feira, dia 16, a identificação de uma nova cratera lunar que se destaca como a maior formação recente registrada em todo o Sistema Solar.
O sinal inicial veio do cientista Robert Wagner, que analisava imagens obtidas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) em outubro de 2025. Ao examinar as fotografias, Wagner encontrou uma mancha luminosa incomum cercada por um halo escuro, o que o levou a investigar a origem do fenômeno.
Comparações entre imagens da superfície lunar antes e depois do evento revelaram a presença de uma cratera que, segundo estimativas da NASA, se formou entre 11 de abril e 22 de maio de 2024, provavelmente devido ao impacto de um asteroide ou cometa do tamanho aproximado de um edifício de três a seis andares.
Batizada de “cratera McGetchin” em homenagem ao cientista Tom McGetchin, a estrutura possui 222 metros de largura – equivalente ao comprimento de dois campos de futebol – e 43 metros de profundidade, altura comparável a três ônibus escolares empilhados verticalmente.
Especialistas ressaltam que impactos de magnitude semelhante ocorrem na Lua, em média, uma vez por século, o que evidencia a raridade do evento.
Registros anteriores da LRO já haviam revelado diversas crateras menores, a maioria com cerca de 9 metros de diâmetro, muito inferiores à nova cratera.
Um dado curioso obtido pelo sensor térmico da LRO indica que a zona ao redor da cratera McGetchin apresenta temperaturas noturnas aproximadamente 9 °C mais baixas que as áreas vizinhas, em um terreno com diâmetro de 6,4 km. O resfriamento é atribuído à distribuição do regolito – material que retém menos calor – ao redor da depressão.
Os pesquisadores apontam que essas variações térmicas podem influenciar a mobilidade de veículos de exploração que operam na superfície lunar.
No mês anterior, outra cratera havia surgido no satélite, desta vez causada por um fragmento de foguete da SpaceX, demonstrando que diferentes tipos de objetos podem gerar marcas perceptíveis na Lua.
As informações foram corroboradas por dados divulgados pela NASA e pelo portal Engadget.
Com informacoes de Estadão.

